Paulo Macedo: "Se falharmos, dificilmente nos será dada outra oportunidade equivalente"

Paulo Macedo e Rui Vilar escreveram aos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos no dia em que tomaram posse à frente do banco público.

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Paulo Macedo assumiu hoje o lugar de presidente executivo da CGT evr Enric Vives-Rubio
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Rui Vilar é presidente do Conselho de Administração da CGD daniel rocha

O novo presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, e o presidente do Conselho de Administração, Rui Vilar, escreveram nesta quarta-feira aos trabalhadores do banco público, lembrando que o processo de recapitalização é uma grande oportunidade mas também uma grande responsabilidade. Os dois responsáveis sublinham que se trata de um grande investimento do Estado e, como tal, dificilmente haverá uma nova oportunidade equivalente no caso de um eventual falhanço.

"A capitalização e restruturação da Caixa é uma grande oportunidade que nos é dada – a todos – de colaborar nesse processo de relançamento da instituição, como uma referência no financiamento da economia nacional", explicam Paulo Macedo e Rui Vilar na missiva enviada aos trabalhadores e a que o PÚBLICO teve acesso. De seguida, os dois gestores explicam que a oportunidade que está a ser dada é, também, "uma grande responsabilidade, porque o país está a realizar um investimento elevado na Caixa, numa época de recursos mais escassos, e exigirá justamente que o mesmo seja bem aplicado". "Se falharmos, dificilmente nos será dada outra oportunidade equivalente".

Na referida carta, Paulo Macedo e Rui Vilar, que iniciam funções nesta quarta-feira, começam por dizer que as suas primeiras palavras são para "todos os colaboradores, no sentido de expressar a ambição e a determinação na principal tarefa a que nos propomos: construir convosco o futuro de uma Caixa Geral de Depósitos sólida, rentável geradora de confiança para as empresas e as famílias". Os gestores sublinham que a Caixa "é um banco líder no panorama bancário português, com uma marca forte e uma grande equipa", mas que, tal como todo o sistema bancário português, atravessa "um período desafiante e tem que se ajustar e reposicionar rapidamente para fazer face às novas tendências de evolução do negócio bancário na Europa".

Assim, a ambição que a nova gestão da Caixa apresenta para o banco público é, segundo os mesmos responsáveis, "elevada e requer um grande envolvimento de todos" de forma a ser possível atingir "os objectivos propostos de melhor eficiência, menos risco e maior rentabilidade". E é por isso que Paulo Macedo e Rui Vilar consideram ser chegado o momento "de executar, de agir, de trabalhar" – "e de focarmos toda a energia na concretização da recapitalização e reestruturação da nossa instituição, mas também na melhoria dos serviços aos nossos clientes e na criação de valor, permitindo-nos encarar o futuro com optimismo e confiança".

Paulo Macedo e Rui Vilar manifestam ainda a "firme convicção de que todos, em conjunto", saberão "dar uma resposta efectiva" ao que lhes é exigido pelo país, "tributário primeiro de todo o nosso esforço, numa instituição que a todos pertence e para todos terá que focar os seus esforços e a sua dedicação sem limites ou hesitações". "Cada um de nós saberá honrar o passado da CGD, contribuindo de forma determinante, para o cumprimento da sua missão e dos objectivos fundamentais que o futuro nos exige", concluem.