PSD e CDS mantêm negociações para alianças autárquicas no país

Os dois partidos reúnem-se amanhã para continuar a conversar sobre autárquicas

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PSD e CDS reúnem-se amanhã para continuar a conversar sobre autárquicas Miguel Manso

O PSD e o CDS mantêm as negociações para concluir as coligações autárquicas, apesar de existirem alguns problemas por ultrapassar. Esta quarta-feira está prevista uma reunião entre os dois coordenadores autárquicos dos dois partidos, Carlos Carreiras e Domingos Doutel, que já estava agendada, apurou o PÚBLICO.

Os representantes dos dois partidos assinaram, em Dezembro passado, um acordo quadro para as eleições de 2017 que estipulou a repartição de votos e de financiamento das coligações fechadas ou a negociar, mas que não definiu concretamente os sítios onde os dois partidos se apresentarão juntos a eleições. Lisboa é um exemplo de uma aliança feita em 2013 que não se repetirá em 2017 -Assunção Cristas avança em nome do CDS.

Na altura da assinatura do acordo, o coordenador autárquico do PSD, Carlos Carreiras, disse esperar que pudessem ser fechadas mais coligações com o CDS este ano do que em 2013, ano em que foram totalizadas 92 alianças. Mas no início de Janeiro, numa comissão política do CDS, foram relatados vários casos problemáticos de impasse entre os dois partidos. Em muitos deles, o problema é um desencontro de timings para a apresentação do candidato. Os sociais-democratas estabeleceram o prazo limite até Março, o que incomoda os centristas.  

Esta tarde, a comissão política do PSD prepara-se para validar um conjunto de candidaturas autárquicas. No distrito de Lisboa, por exemplo, foi proposto Carlos Carreiras que se recandidata a Cascais e em coligação com o CDS, Carlos Silva para a Amadora, Marco Almeida para Sintra e Marco Claudino para Torres Vedras. Em Oeiras, o apoio dos sociais-democratas a Paulo Vistas ainda não foi oficializado.