Canadá oferece-se para acolher "os que fogem ao terror e à guerra"

A mensagem do primeiro-ministro Justin Trudeau, que quer dar as boas vindas a qualquer refugiado independentemente da sua religião, contrasta com as do seu homólogo dos EUA.

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Justin Trudeau numa conferência de imprensa em Dezembro do ano passado CHRIS WATTIE/Reuters

Foi nas duas línguas nacionais do Canadá, o inglês e o francês, que o primeiro-ministro Justin Trudeau deixou uma mensagem no Twitter no sábado, oferecendo-se para acolher até 300 mil refugiados em 2017.

“Aos que fogem à perseguição, ao terror e à guerra, os canadianos dão-vos as boas-vindas, independentemente da vossa religião. A diversidade é a nossa força #BemVindosaoCanadá”, disse Trudeau no Twitter no dia seguinte à ordem do Presidente dos Estados Unidos para bloquear a entrada de todos os refugiados e dos imigrantes de sete países muçulmanos.

Em consultas com o Governo de Washington, o Governo do Canadá recebeu a garantia de que nenhum cidadão canadiano com passaporte canadiano seria barrado à entrada dos Estados Unidos, afirma a porta-voz de Trudeau, Kate Purchase.

O mesmo não se passa com os estrangeiros, abrangidos pela medida de Donald Trump, vindos em voos provenientes do Canadá. De acordo com o Censos de 2011, uma em cada cinco pessoas no Canadá, que tem mais de 35 milhões de habitantes, é natural de outro país.

A companhia aérea canadiana WestJet teve de recusar o transporte de um passageiro para os Estados Unidos, de acordo com a porta-voz da companhia que garantiu que reembolsaria todos os passageiros – afectados pela medida decretada por Trump – que tivessem bilhete. E não deu informação sobre a nacionalidade do passageiro que ficou retido no Canadá.

“Se acontecer com algum cidadão de algum dos países abrangidos pela proibição, nós garantiremos um reembolso completo” do bilhete, anunciou a companhia num comunicado.