Évora vai funcionar como "placa giratória" de turistas no Alentejo

Projecto orçado em 2,2 milhões de euros vai arrancar este ano com a instalação do Centro Interpretativo da Cidade de Évora no Palácio D. Manuel.

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Há uma plataforma online, inquéritos e sessões explicativas para recolher opiniões sobre o projecto. Fábio Augusto

Dois centros interpretativos e um espaço de acolhimento de turistas vão “nascer” em Évora para a cidade funcionar como “placa giratória” de visitantes na região, fruto de um projecto da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC).

“Pretendemos repensar a recepção, acolhimento e o encaminhamento de visitantes e fazer uma apresentação dos produtos turísticos e culturais desta sub-região”, afirmou esta terça-feira à agência Lusa a presidente da CIMAC, Hortênsia Menino.

Segundo a responsável, a ideia é que a capital de distrito, Évora, tenha a função de “placa giratória do tráfego de turistas”, permitindo direccionar os visitantes “não só para a oferta turística cultural da cidade mas também para todos os concelhos vizinhos”.

Com a nova filosofia, referiu a também autarca de Montemor-o-Novo, vai ser possível “criar condições para dar a conhecer toda a região ao visitante que chega a Évora, contribuindo para promover a sua estadia na região e animar economia local e regional”.

O projecto abarca a criação dos centros interpretativos de Évora e do Alentejo Central e de um espaço para o acolhimento de turistas, em Évora, e a melhoria das condições de acolhimento e recepção dos visitantes em Arraiolos, Reguengos de Monsaraz, Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo e Vila Viçosa.

Todas as intervenções estão incluídas numa candidatura a financiamento comunitário, através do programa operacional regional Alentejo 2020, a qual envolve um investimento total superior a 2,2 milhões de euros.

A presidente da CIMAC disse que o projecto, a desenvolver de forma faseada, vai arrancar este ano com a instalação do Centro Interpretativo da Cidade de Évora no Palácio D. Manuel, em pleno centro histórico da cidade.

“O modelo global do projecto deverá estar concluído em Março deste ano e as intervenções físicas far-se-ão em seguida, mas o concurso público para intervenção no Palácio D. Manuel vai ser lançado ainda no primeiro semestre de 2017”, adiantou.

Além do Centro Interpretativo da Cidade de Évora no Palácio D. Manuel, o Centro Interpretativo do Alentejo Central vai instalado no actual Museu do Artesanato e Design de Évora e o Centro de Acolhimento Turístico no Mercado Municipal da cidade.

Na apresentação das intervenções previstas, foi lançado um processo de participação pública, que inclui uma plataforma na Internet, a distribuição de inquéritos e sessões explicativas, para recolher opiniões sobre o projecto.