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Cinco golfinhos deram à costa sem vida em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim

De acordo com as autoridades, o arrojo de golfinhos é frequente nesta época do ano

Foram registadas “cinco ocorrências de golfinhos arrojados pelo mar”, já sem vida, estando três deles em elevado estado de decomposição, segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional. Os arrojamentos, circunstâncias em que os animais ficam encalhados na costa, foram registados entre os dias 14 e 18 de Janeiro pelo comando-local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.

Os arrojamentos são frequentes e podem acontecer por causas naturais, doenças, ferimentos, problemas de orientação ou, ainda, acção humana, explica o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O primeiro animal foi encontrado no dia 14, na Praia do Guião. No dia seguinte, foram recolhidos mais dois na freguesia de Aguçadoura e no dia 17 foi encontrado outro golfinho, na Barranha, também pertencente à Aguçadoura. Neste último caso, o animal foi projectado para o leito da ribeira por causa da forte ondulação que se fazia sentir na zona, pelo que foi necessário proceder a uma operação de recolha por parte da Polícia Marítima. A última ocorrência deu-se esta quarta-feira na praia Azul, no concelho de Vila do Conde.

As causas da morte dos cinco mamíferos não foram apuradas mas procedeu-se ao seu registo biométrico. A remoção e encaminhamento para incineração dos animais estiveram a cargo dos serviços técnicos da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

No website do ICNF são dadas algumas indicações do que se deve fazer ao avistar um golfinho arrojado pelo mar. Em primeiro lugar, deve-se contactar as autoridades competentes, como a Polícia Marítima e, posteriormente, transmitir informações como o local de observação e a descrição do animal, nomeadamente se está vivo ou morto.

No caso de o animal se encontrar vivo, deve-se prestar alguns cuidados: manter o corpo sempre molhado, com uma toalha húmida, por exemplo, e manter o animal protegido do sol. Deve-se evitar que se concentrem muitas pessoas perto do animal, assim como fazer barulho. Nestes casos, o animal poderá ser reabilitado e devolvido ao mar.