Portugal deve ultrapassar as 5000 viaturas eléctricas este ano

No final de 2017 deverão existir 1700 pontos de abastecimentos normais e 50 rápidos.

A rede de mobilidade eléctrica em Portugal deixará de ser projecto-piloto, iniciado em 2009, para entrar na fase de mercado
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A rede de mobilidade eléctrica em Portugal deixará de ser projecto-piloto, iniciado em 2009, para entrar na fase de mercado Dario Cruz

O número de viaturas eléctricas em Portugal deverá ultrapassar as 5000 no final de 2017, perspectivou Alexandre Videira, presidente da Mobi.e, empresa gestora da rede de abastecimento durante o projecto-piloto.

"Acho que vamos fechar o ano muito provavelmente acima dos 5000. Ainda estamos a falar de valores relativamente pequenos, mas são crescimentos bastantes razoáveis e sustentados", afirmou o responsável, em declarações à Lusa.

Com base nas informações da Autoridade Tributária, o total de veículos eléctricos era de 4134 unidades em 2016. Nestas contas estão incluídos ciclomotores, ligeiros, pesados, motociclos, triciclos e quadriciclos.

Alexandre Videira tem "esperança que o número seja um bocadinho superior [às 5000 unidades]", tendo em conta as novidades que estão a chegar ao mercado e que "tornará mais atractivo" o uso da mobilidade eléctrica.

Este ano, a rede de mobilidade eléctrica deixará de ser projecto-piloto, iniciado em 2009, para entrar na fase de mercado.

Para as próximas semanas, o líder da Mobi.e prevê que estejam instalados 14 postos de carregamento rápido (PCR) em várias cidades do país e nas auto-estradas A1, A6, A8, A22 e A23.

Os planos passam ainda pela instalação de postos de carregamento em todos os municípios do país, devendo ficar completa a actualização tecnológica da rede actual, um processo que aguarda a "posição de Bruxelas".

Nos planos estão ainda a subida de potência em 100 pontos de carregamento para 22 kw.

No final do ano deverão existir 1700 pontos de abastecimentos normais e 50 rápidos, aos quais a Mobi.e espera que se somem outros por iniciativa privada, no âmbito do funcionamento do mercado, ou seja por "iniciativa dos operadores", que poderão identificar determinadas zonas como "atractivas do ponto de vista da actividade comercial".

Alexandre Videira referiu não poder adiantar os preços que os consumidores vão pagar, uma vez que dependem não só da taxa cobrada pelo operador do posto, como dos valores praticados pelo comercializador de electricidade.

Para 2017 estão ainda previstos lançamentos pelas marcas de modelos eléctricos, enquanto continuam os incentivos à compra e isenções fiscais.

O ministério do Ambiente informou que as regras gerais e o formulário de requisição do incentivo à compra (2250 euros) de um veículo 100% eléctrico devem estar disponíveis a partir do início de Fevereiro, na página da Secretaria Geral do Ministério do Ambiente e do Fundo Ambiental. O apoio está limitado às primeiras 1000 candidaturas.

Os números de vendas da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) adiantam que em 2016 foram vendidos 6076 ligeiros de passageiros movidos a energias alternativas, num crescimento total de 21,1% em relação a 2015.

Nos eléctricos a subida foi de 17,2% (num total de 756 unidades), ao passo que nos híbridos eléctricos o crescimento foi de 22,8% (4293) e nos híbridos não eléctricos de 60,7% (1027).