Agenda, condições laborais e salário condicionam trabalho dos jornalistas

O estudo tem como objectivo analisar as condições laborais dos jornalistas e identificar os constrangimentos e desafios que se colocam aos profissionais.

No inquérito, os jornalistas referem que a agenda é o maior condicionalismo
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No inquérito, os jornalistas referem que a agenda é o maior condicionalismo MIGUEL MADEIRA/Arquivo

O exercício livre do jornalismo é condicionado pela agenda, condições laborais e salariais, segundo um inquérito aos jornalistas, que será divulgado sábado durante o congresso daqueles profissionais.

"Os jornalistas consideram o exercício livre da sua profissão muito condicionado, nomeadamente por opções de agenda e condições laborais e salariais, e assumem ser pouco ou nada autónomos em relação às decisões das chefias ou administrações", referem algumas das conclusões do estudo.

Realizado entre Maio e Junho de 2016, o inquérito foi feito pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com o Sindicato de Jornalistas e o Obercom, e com o apoio da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.

No inquérito, os jornalistas referem a agenda como o maior condicionalismo (47,2%), seguida das condições de trabalho (43,6%) e do salário (43,5%). "A conciliação com a vida pessoal e familiar é outro grande condicionalismo (40,2%), bem como o medo de perder o emprego, que é uma preocupação para 36,6%", refere o estudo. Os jornalistas consideraram também a hierarquia "como um condicionalismo", tendo 31,5% assumido ser "pouco ou nada autónomos em relação às decisões das chefias e 41% pouco ou nada autónomos em relação às decisões das administrações".

O estudo tem como objectivo analisar as condições laborais dos jornalistas portugueses e identificar os principais constrangimentos e desafios que se colocam aos profissionais.

O IV congresso dos jornalistas realiza-se em Lisboa entre quinta-feira e domingo. (Veja aqui o programa completo).

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