Torne-se perito

Trinta anos de expulsões de espiões entre o Ocidente e Moscovo

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Ronald Reagan e Mikhaïl Gorbatchev DR

A expulsão de 35 espiões russos por Washington não foi inédita. Os casos dos últimos 30 anos.

Nos dois lados do muro

Outubro de 1986: A América de Ronald Reagan e a União Soviética de Mikhaïl Gorbatchev travaram durante várias semanas uma "guerra de diplomatas", no curso da qual 80 diplomatas soviéticos saíram à força de Washington e das Nações Unidas.

Abril de 1987: Seis diplomatas soviéticos foram expulsos de França devido a um caso relacionado com o foguetão Ariane. Em represália, a então URSS expulsou seis franceses de Moscovo.

Junho de 1988: Otava expulsou ou declarou personae non gratae 19 soviéticos. Trezes canadianos foram expulsos da Rússia.

Maio de 1991: Oito diplomatas sociéticos forma expulsos do Reino Unido e 14 britânicos tiveram que abandonar Moscvovo.

Outubro de 1991: Oito diplomatas soviéticos expulsos da Noruega por "incompatibilidade com o seu estatuto".

A URSS acaba, mas a espionagem não

Março de 2001: Washington anuncia a expulsão de 50 diplomatas russos e quatro são declarados personae non gratae. Estes últimos são acusados de terem contactado Robert Hanssen, um agente do FBI preso por ter trabalhado 15 anos para Moscovo. Em resposta, Moscovo decide expulsar o mesmo número de diplomatas americanos.

9 de Julho de 2010: Dez agentes presos nos Estados Unidos são trocados por quatro russos, três deles condenados por espionagem a favor do Ocidente. Tratou-se a primeira troca de espiões entre Rússia e EUA dpeois do fim da Guerra Fria e a operação decorreu no aeroporto de Viena.

Recorde britânico

Até hoje, o recorde de número de diplomatas expulso pertence ao Reino Unido, em Setembro de 1971, que expulsou 105 soviéticos. Mosvoco repsonderia duas semanas depois enviando para casa 18 britânicos.

Em França, em Abril de 1983, 47 diplomatas soviéticos foram expulsos no quadro do caso Farewell, o nome de código de Vladimir Vetrov, um engenheiro soviético na missão comercial soviética em Paris entre 1965 e 1970. Moscovo não fez expulsões de retaliação.

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