Tunisino detido por suspeita de ligações ao ataque de Berlim foi libertado

As autoridades alemãs continuam à procura de cúmplices que tenham ajudado Amri no ataque com o camião que vitimou 12 pessoas.

O sistema de travagem automática do camião terá sido ativado depois de 70 ou 80 metros, parando o veículo
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O sistema de travagem automática do camião terá sido activado depois de 70 ou 80 metros, parando o veículo AFP/ODD ANDERSEN

O homem tunisino de 40 anos que foi detido pelas autoridades alemãs por suspeitas de estar ligado a Anis Amri – suposto autor do ataque ao mercado de Natal de Berlim – foi libertado, esta quinta-feira, noticia a Reuters.

As autoridades alemãs continuam à procura de possíveis cúmplices, focando-se agora em saber se haveria alguma rede que tivesse apoiado o tunisino a preparar o ataque – reivindicado pelo Daesh que atribuiu também a Amri a autoria do mesmo – e a fuga do suspeito.

Uma porta-voz da procuradoria federal alemã disse, esta quinta-feira, que a arma que Anis Amri usou contra a polícia italiana, na ocasião que causou a sua morte, tem o mesmo calibre da arma usada no próprio ataque.

Amri foi abatido em Milão numa operação rotineira, na madrugada de sexta-feira passada. O tunisino pareceu suspeito quando passava junto a agentes da polícia e foi interpelado. Antes de ser atingido mortalmente, Amri ainda disparou contra os agentes com uma arma que agora as autoridades revelam ser do mesmo calibre daquela que foi usada no ataque dias antes.  

A mesma porta-voz referiu que o sistema de travagem automática “terá parado o camião no ataque ao mercado de Natal depois de 70 ou 80 metros”, cita a Reuters. O camião avançou contra o mercado de Natal da praça Breitscheid, em Berlim, esmagando quem apanhou pela frente – vitimou 12 pessoas.

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