Torne-se perito

“Estou à disposição para prolongar contrato” com o Estado

Contrato de Diogo Lacerda Machado termina dia 31, mas o advogado mostra-se disponível para o prolongar, assim seja a vontade do seu melhor amigo, António Costa.

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Ligação de Lacerda Machado ao Governo obrigou o advogado a dar explicações na Assembleia da República Rui Gaudêncio

Diogo Lacerda Machado diz estar à disposição do seu amigo António Costa para prolongar o contrato de prestação de serviços que tem com o Estado, através do Gabinete do Primeiro-Ministro, desde 15 de Abril e que termina no sábado.

O advogado assegura que continua à disposição do primeiro-ministro que, como ele próprio disse, é o meu melhor amigo”, esclarece, adiantando que essa amizade é recíproca. “Estou à disposição dele há 35 anos. A nossa amizade tem raízes muitíssimo profundas, de enormíssimo respeito, e, portanto, enquanto puder farei para o meu melhor amigo aquilo que ele pedir e que entenda que eu possa ser útil”.

Diogo Lacerda Machado, que foi secretário de Estado da Justiça tendo António Costa como seu ministro e António Guterres como primeiro-ministro, não revela se o contrato vai ser, ou não, renovado. Mas reforça a sua disponibilidade. “Se o gabinete do senhor primeiro-ministro entender que deve prolongar [o contrato], estou completamente disponível para o fazer”. Mas não sabe se essa renovação vai acontecer? “Não me falaram nisso ainda”, admitindo, no entanto, não crer “que seja um problema”.

A ligação de Diogo Lacerda Machado ao actual Governo criou polémica quando se soube que o advogado estava a ajudar António Costa nalguns dossiers, sem que houvesse uma relação contratual com o Gabinete do Primeiro-Ministro. O contrato acabaria por ser feito, ficando o advogado a prestar serviços de consultadoria estratégica e jurídica a troco de 2000 euros mensais acrescidos de IVA.

Entre os vários dossiers que Lacerda Machado teve em mãos, destaca-se a renegociação da privatização da TAP, que permitiu ao Estado recuperar parte da posição na empresa, ficando com 50% do capital, a mediação entre accionistas angolanos e espanhóis no BPI e a negociação para encontrar uma solução para os lesados do Grupo Espírito Santo/Banco Espírito Santo.

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