Presidente romeno rejeita nomeação de Sevil Shhaideh para primeira-ministra

Caso a proposta tivesse sido aceite pelo Presidente, Shhaideh seria a primeira muçulmana à frente do Governo de um país da União Europeia.

O Presidente da Roménia Klaus Iohannis pediu ao PSD e ao ALDE que apresentassem nova proposta.
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O Presidente da Roménia Klaus Iohannis pediu ao PSD e ao ALDE que apresentassem nova proposta. AFP/STR/arquivo

O Presidente da Roménia, Klaus Iohannis, rejeitou a proposta do Partido Social Democrata (PSD) de nomear Sevil Shhaideh como primeira-ministra, mesmo depois da vitória nas eleições de 11 de Dezembro.

“Analisei cuidadosamente os argumentos a favor e contra e decidi não nomear Sevil Shhaideh”, confirmou o Presidente romeno aos jornalistas, citado pela Reuters. “Desta forma, peço ao PSD e ao ALDE (partido de coligação) que façam uma nova proposta”, acrescentou.

Sevil Shhaideh foi designada para ocupar o cargo de primeira-ministra na proposta apresentada a Iohannis pelo PSD, partido que venceu as eleições sem maioria a 11 de Dezembro. Caso a proposta tivesse sido aceite pelo Presidente romeno, Shhaideh seria a primeira muçulmana à frente do Governo de um país da União Europeia e a primeira vez que a Roménia teria uma primeira-ministra.  

Quando foi nomeada, surgiram desde logo as críticas, por parte da oposição, de que Shhaideh só teria sido designada para o cargo de primeira-ministra porque o líder do partido de centro-esquerda PSD, Liviu Dragnea, não podia ser ministro por uma condenação judicial devido a uma campanha de subornos e boletins de voto falsos.

O partido social-democrata escolheu “uma testa de ferro com o objectivo de lhe preparar o terreno para que se torne primeiro-ministro”, acusou o deputado Cristian Ghinea, citado pela agência Reuters. Quando o nome de Shhaideh surgiu em cima da mesa, a falta de experiência da muçulmana de 52 anos foi um dos aspectos mais questionados.

O PSD, juntamente com a coligação ao ALDE, possui maioria absoluta no Parlamento com 250 dos 465 deputados, o que permite ao partido ter um voto de confiança e aprovar a legislação.