E vão quatro Bolas de Ouro para Cristiano Ronaldo

O internacional português vê confirmado um ano excepcional, em que se sagrou campeão europeu de clubes e de selecções.

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Cristiano Ronaldo com o troféu que Portugal conquistou no Euro 2016 GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP

Cristiano Ronaldo conquistou, pela quarta vez, a Bola de Ouro, troféu atribuído pela revista francesa France Football, e que serve para distinguir o melhor futebolista de um ano. Depois de, entre 2010 e 2015, ter sido entregue associado ao prémio FIFA, a Bola de Ouro volta a ser uma distinção da exclusiva responsabilidade daquela publicação especializada.

Vencedor em 2008, 2013 e 2014, o jogador português ganha o troféu relativo a 2016 e fica a apenas uma Bola de Ouro do futebolista com mais distinções – o argentino Lionel Messi. Por outro lado, Ronaldo afasta-se de três nomes históricos do futebol internacional, todos eles premiados em três ocasiões: o francês Michel Platini, e os holandeses Johan Cruyff e Marco Van Basten.

O internacional português confirma assim um ano excepcional, tanto a nível de clubes como a nível de selecção. No Real Madrid, CR7 conquistou a Liga dos Campeões. Na selecção portuguesa sagrou-se campeão europeu.

Pelo sexto ano seguido, o madeirense ultrapassou a barreira dos 50 golos em todas as competições em que participou e pode terminar 2016 com mais um título, já que está no Japão, onde vai disputar com os “merengues” o Mundial de clubes.

"É uma grande honra receber este troféu", começou por afirmar Ronaldo, numa declaração previamente gravada. "A emoção de receber este prémio pela quarta vez é como se fosse a primeira. É um sonho que se realiza. Nunca pensei em vencer quatro bolas de ouro. Agradeço aos meus colegas de equipa, a todos os que contribuíram para ganhar este troféu individual", acrescentou.

Quanto ao futuro, Ronaldo não prometeu mais conquistas, mas prometeu continuar a lutar por elas: "Vou dar o meu melhor. Cada ano representa um novo desafio. Gosto muito de jogar futebol. Vou tentar ganhar pelo Real Madrid. Quanto à selecção nacional, se for possível ganhar outra vez, claro que sim. Mas neste momento, o que quero mesmo é viver este momento único."

O madeirense admitiu que 2016 foi um ano excepcional. "Talvez o melhor ano da minha carreira, tanto a nível colectivo como individual", disse. E mostrou satisfação por aquilo que tem conseguido até ao momento. "Valeu a pena trabalhar muito, sacrificar-me, deixar de fazer muita coisa que gostaria por causa do futebol. Trabalhei muito para ganhar este troféu. Contam-se plelos dedos de uma mão aqueles que conseguem estar em forma, ano após ano."