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BCE recusa dar mais tempo ao Monte dei Paschi para se recapitalizar

Notícia é avançada pela Reuters e aumenta pressão para que se faça uma intervenção pública no banco italiano.

O Monte dei Paschi está no centro da crise financeira italiana
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O Monte dei Paschi está no centro da crise financeira italiana AFP/GIUSEPPE CACACE

O Banco Central Europeu não aceitou o pedido feito pelo banco Monte dei Paschi di Siena para que lhe fosse concedido um alargamento do prazo para se capitalizar e voltar a cumprir os rácios exigidos pelo regulador.

A notícia é avançada esta sexta-feira pela agência Reuters, que cita fontes conhecedoras do processo.

O Monte dei Paschi – o banco mais antigo do mundo e o terceiro maior de Itália – está no centro da crise do sector financeiro italiano. O governo liderado por Matteo Renzi tem tentado implementar nos últimos meses um plano de recapitalização do banco que envolvia a entrada de novos investidores privados e a limpeza do balanço do banco de um volume muito elevado de crédito malparado.

No entanto, com a derrota no referendo realizado no passado fim-de-semana e a demissão do primeiro-ministro, os planos ficaram ameaçados, especialmente porque vários dos potenciais investidores privados ficaram reticentes em arriscar no banco sem terem a certeza de quais serão os desenvolvimentos políticos em Itália.

Por isso, o Monte dei Paschi solicitou ao BCE que alargasse para meados de Janeiro o prazo que lhe tinha sido dado para resolver o seu problema de descapitalização, e que aponta para uma solução até ao final do ano.

A recusa do BCE agora noticiada pela Reuters aumenta assim a pressão para que as autoridades italianas avancem rapidamente para uma solução que envolva a injecção de dinheiros públicos, tentando cumprir em simultâneo as novas regras europeias para o sector bancário.

Uma solução que tem vindo a ser discutida passa pela compra pelo Estado de 2000 milhões de euros de obrigações subordinadas, que posteriormente seriam convertidas em acções, aumentando a participação do Estado no Monte dei Paschi dos actuais 4% para 40%. 

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