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PS escolhe Luísa Salgueiro para Matosinhos e abre as portas ao regresso de Narciso

Actual vice-presidente da câmara, Eduardo Pinheiro (independente) será o número dois da lista.

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Distrital do PS escolhe Luisa Salgueiro para Matosinhos Nelson Garrido

Está encerrado o processo de escolha do candidato do PS a Matosinhos. Depois de muita polémica, a distrital do Porto designou a deputada Luísa Salgueiro como candidata nas eleições autárquicas de 2017.

A decisão foi tomada anteontem à noite em reunião da comissão política, sob proposta do secretariado distrital. A agora candidata, que foi eleita por 96% dos membros da comissão política distrital - houve apenas dois votos contar e uma abstenção - propõe-se unir a “família socialista” e empenhar-se na vitória em Matosinhos. “Parto para este combate com humildade, mas determinada, por não há vitórias antecipadas e há ainda muitos problemas internos ainda para resolver, mas estou convicta de que os podemos ultrapassar”, disse Luísa Salgueiro ao PÚBLICO.

Empenhada em apresentar um “projecto vencedor que vá ao encontro das necessidades da população e em que os matosinhenses se revejam”, a deputada acredita que neste combate terá o apoio da concelhia, liderada por Ernesto Páscoa. A lista que Luísa Salgueiro vai liderar será integrada por independentes e Eduardo Pinheiro, actual número dois da câmara e vice-presidente de Guilherme Pinto, vai ocupar a mesma posição na lista socialista.

Na reunião foram ainda ratificados, por unanimidade e aclamação, os candidatos a mais cinco municípios do distrito, dando seguimento às decisões das concelhias. Os actuais presidentes das câmaras de Baião (Paulo Pereira), Gondomar (Marco Martins), Santor Tirso (Fernando Couto) e Valongo (José Manuel Ribeiro) serão reconduzidos. Em Amarante, a escolha recai em Octávia Clemente, que tem uma longa experiência autárquica no concelho. Os processos em municípios como Gaia, Lousada, Paços de Ferreira e Vila do Conde estão ligeiramente atrasados pelo que não foram ratificados agora.

A readmissão de ex-militantes que foram expulsos ou que saíram por sua iniciativa também foi discutida e aprovada anteontem. Sobre esta matéria, o líder distrital, Manuel Pizarro, diz tratar-se de um “enorme sinal de abertura e de tolerância que o PS dá à sociedade portuguesa e aos antigos militantes que se afastaram voluntariamente ou que foram expulsos em função da participação em candidaturas de cidadãos independentes”.

“Estou convencido que muitos vão querer regressar e aceito com espirito democrático que outros não o queiram fazer”, vaticina. Questionado pelo PÚBLICO sobre o eventual regresso de Narciso Miranda às fileiras do partido, Pizarro foi taxativa: “Se quiser regressar será bem-vindo”.

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