Mais do que uma convenção, a Comic Con quer ser uma experiência

Entre esta quinta-feira e domingo, o universo geek vai tomar conta da Exponor, em Matosinhos, com nomes como Cobie Smulders, Kevin Sussman, Jason Isaacs e Katie Leung.

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A Comic Con em 2015 PAULO PIMENTA

Pelo terceiro ano consecutivo, a cultura pop vai invadir a Exponor, em Matosinhos, com quatro dias dedicados às suas várias expressões, do cinema à televisão, da banda desenhada à literatura, do anime aos vídeojogos e ao cosplay. A Comic Con Portugal arranca esta quinta-feira e vai trazer mais de 200 convidados, distribuídos por cerca de cem painéis. Entre eles estão Cobie Smulders (Foi Assim Que Aconteceu e Os Vingadores, que irá também esta quinta-feira ao Cinco para a Meia-Noite), Kevin Sussman (A Teoria do Big Bang), Jason Isaacs e Katie Leung (Harry Potter). O programa ficou completo esta terça-feira, com o anúncio da vinda de Lennie James, Morgan Jones em The Walking Dead, e depois do cancelamento da presença de David Bradley (Harry Potter e A Guerra dos Tronos) por impossibilidade de agenda.

A convenção tem este ano mais um dia do que nas edições anteriores. “Este é o modelo internacional e final da convenção e não pretendemos alterá-lo”, disse Paulo Rocha Cardoso, director-geral da Comic Con Portugal, na conferência de imprensa desta terça-feira na Câmara Municipal de Matosinhos. O evento, cujo horário foi reduzido, decorrerá todos os dias entre as 10h e as 21h, com excepção de domingo, em que encerra às 20h. Além dos habituais painéis de perguntas e respostas, das sessões de autógrafos e fotografias, dos videojogos e concursos de cosplay, o recinto inaugurará este ano o espaço Spotlight, onde jovens artistas se poderão inscrever para mostrar os seus trabalhos após uma selecção prévia.

A Comic Con inicia-se este ano na categoria editorial, com a apresentação da BD Hoje Aconteceu-me Uma Coisa Brutal. A banda desenhada é, aliás, uma aposta cada vez maior da organização, que contará com nomes nacionais e internacionais da área e premiará o que de melhor se faz em Portugal com os Galardões BD. Será também introduzido um painel dedicado à influência da música na cultura pop, encabeçado pelo director artístico do Rock in Rio, Zé Ricardo.

A internacionalização é uma das prioridades do evento e, para isso, haverá várias estreias exclusivas de séries como Aftermath, Childhood Ends e Midnight Texas, do canal SyFy, e Incorporated, da TVSéries. “No ano passado tivemos quase 10% de visitantes de Espanha e queremos aumentar este número, trazendo estas estreias mundiais a Portugal”, refere Paulo Rocha Cardoso. Também será exibido pela primeira vez o filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Para os gamers, além da final do torneio de League of Legends, a Lego estreará o jogo Lego Worlds, que será lançado a 24 de Fevereiro de 2017.

Aquele que é o maior evento de cultura pop no nosso país chegou a Portugal em 2014 e recebeu no ano passado cerca de 54 mil visitantes. Segundo Paulo Rocha Cardoso, há quem vá independentemente do cartaz porque já viveu a experiência, mas também há quem compre o bilhete para ver um painel ou artista específico e volte para toda a edição no ano seguinte. “Esse também é o nosso propósito”, afirma.

O crescimento da convenção implica um planeamento cuidado que pode ir de seis meses a um ano. “Não é fácil convencer uma produtora a libertar a agenda de um actor que faz parte do elenco principal de uma série para atravessar o oceano para vir falar sobre ela”, explica Paulo Rocha Cardoso. Quando ocorre um imprevisto – como o recente caso de David Bradley, ou o de Jason Momoa na edição passada –, a organização preocupa-se em “tentar minimizar o impacto no visitante”.

Para o futuro, a Comic Con Portugal pretende continuar a servir de plataforma para divulgar o trabalho das indústrias cinematográfica e televisiva portuguesas, começar a estabelecer contactos com o mercado da cultura japonesa e de anime e, sobretudo, crescer e afirmar-se como experiência.