Karaté junta-se às modalidades das Olisipíadas, que estão de volta em 2017

As inscrições para os jogos de Lisboa, nos quais podem participar crianças com idades entre os cinco e os 14 anos, já estão abertas. A expectativa da câmara é mobilizar dez mil pessoas

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Em 2017 vão ser 13 as modalidades de competição, incluindo o karaté Paulo Pimenta/Arquivo

A inclusão do karaté na lista de modalidades de competição e a redução da idade mínima de participação dos seis para os cinco anos são as grandes novidades da terceira edição das Olisipíadas. As inscrições para os jogos de Lisboa, organizados pela câmara e pelas juntas da freguesia da cidade, já estão abertas.

Em 2016, as Olisipíadas tiveram 8330 inscritos, que participaram em 90 eventos desportivos, num total de mais de 300 horas de actividade. Em 2017 a iniciativa vai mais uma vez realizar-se, com um objectivo ambicioso que ficou por concretizar na edição anterior: alcançar os dez mil inscritos

“É este ano que vamos lá chegar”, afirmou o vereador do Desporto na apresentação da iniciativa, que se realizou esta segunda-feira na Câmara de Lisboa. Sublinhando o “grande dinamismo” registado no ano passado, Jorge Máximo considerou chegado o tempo de se “enraizar” na cidade este projecto, “que ganhou uma notoriedade importantíssima na política desportiva municipal”.

Já o presidente da câmara afirmou que as Olisipíadas “conquistaram um lugar no calendário”. “Se hoje não tivéssemos as Olisipíadas todos iriam bater à nossa porta e perguntar o que é que se passava”, disse Fernando Medina, acrescentando que esta é uma iniciativa que “já não voltará a sair do calendário”.

A expectativa do autarca é que em 2017 os jogos “sejam maiores, sejam melhores” e continuem a incutir nos participantes um conjunto de “valores” e aprendizagens. Incluindo, exemplificou, “aquela coisa chata que é aprender a perder de vez em quando”.    

Para Fernando Medina, esta iniciativa, organizada pelo município e pelas 24 juntas de freguesia da cidade (em parceria com os comités Olímpico e Paralímpico de Portugal e com um conjunto de associações e federações desportivas, clubes e agrupamentos escolares), é também “um projecto de agregação e identificação da cidade”. E “um extraordinário momento de mobilização”, rematou.   

A apresentação daquela que será a terceira edição das Olisipíadas coube ao vereador do Desporto, que anunciou que o karaté, que “está em forte crescimento na cidade de Lisboa”, se juntará à lista de modalidades de competição. Além dessas modalidades, algumas individuais e outras colectivas, os jogos a realizar no próximo ano incluirão quatro modalidades adaptadas para pessoas com deficiência (atletismo, boccia, goalball e natação) e outras quatro nas quais se pretende que pais e avós se juntem às crianças participantes (atletismo, natação, ténis de mesa e xadrez).

Além disso, as crianças de cinco anos estão agora convidadas a participar nos jogos da cidade, que estão abertos a participantes com idades até aos 14 anos. As inscrições podem ser feitas até ao dia 15 de Janeiro, data em que se assinala o arranque dos jogos, que culminam com a fase final das competições, no fim-de-semana de 3 e 4 de Junho de 2017.

Na edição de 2016 das Olisipíadas, Alcântara, Areeiro e Campo de Ourique ocuparam os três primeiros lugares do pódio, tendo sido também atribuídos prémios de mérito desportivo a Alvalade, Ajuda, Arroios, Marvila, Olivais e São Vicente. Além disso, foram distinguidas várias escolas públicas e privadas da cidade.

O tema da edição do próximo ano será a candidatura de Lisboa a Capital Europeia do Desporto em 2021. “O entusiasmo com as Olisipíadas está a contaminar, está a ser o grande motor do projecto de Lisboa Capital Europeia do Desporto”, frisou Fernando Medina, que explicou que aquilo que se pretende com a candidatura “é mobilizar toda a cidade para a prática desportiva”

A proposta a Capital Europeia do Desporto terá que ser entregue por Lisboa, que disputa o lugar com a cidade holandesa de Haia, até 30 de Junho e os vencedores serão anunciados a 15 de Novembro. A autarquia tem argumentado que esta iniciativa terá “impactos económicos, sociais e desportivos relevantes para a cidade”.