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Vitória de Moonlight promete uns Óscares #notsowhite?

O filme de Barry Jenkins é um drama sobre o crescimento de um gay negro num bairro problemático de Miami e foi distinguido pela associação dos críticos de Los Angeles.

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Moonlight, do realizador Barry Jenkins

Três dias depois de os colegas de Nova Iorque terem dado três prémios a Moonlight, os críticos de Los Angeles destacaram-no também como Melhor Filme, além de ter arrecadado três outros prémios.

Moonlight, um drama sobre o crescimento de um gay negro num bairro duro de Miami, foi também distinguido na categoria de Melhor Realizador (Barry Jenkins), Melhor Actor Secundário (Mahershala Ali) e Cinematografia (James Laxton) pela Los Angeles Film Critics Association (LAFCA).

La La Land – Melodia do Amor, o musical de Ryan Gosling e Emma Stone, a quem os críticos de Nova Iorque tinham dado o prémio principal, recebeu agora apenas o prémio para melhor música original, uma honra diminuta perante as cinco categorias para que estava nomeado, como escreve a Variety, para um filme que quer reinventar o musical de Hollywood.   

Os críticos distinguiram Isabelle Huppert como Melhor Actriz pelo seu papel de protagonista em Elle e O que Está por Vir, enquanto Adam Driver arrebatou o Prémio de Melhor Actor por Paterson, Lily Gladstone o de Melhor Actriz Secundária por Certain Women, e Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou por Melhor Argumento com A Lagosta.

A Variety diz que em 2017, depois da polémica deste ano à volta de uma Hollywood demasiado branca nas nomeações para os Óscares, ninguém pode fazer uma hashtag com #LAFCAsowhite a denunciar as escolhas dos críticos de Los Angeles.

No ano passado, lembra o jornal Los Angeles Times, os críticos da costa leste seleccionaram O Caso Spotlight como Melhor Filme e Melhor Argumento, e o filme acabou por ganhar os Óscares nas mesmas categorias.

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