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Reforma da lei da cannabis: o que querem os consumidores?

Texto da responsabilidade do Global Drug Survey, o maior inquérito mundial sobre consumo de álcool e drogas

Nos últimos cinco anos, assistimos a mudanças profundas na forma como a cannabis tem sido regulada à volta do mundo. Dos dispensários de cannabis medicinal aos clubes sociais, muitas são as alternativas que estão a ser implementadas, na tentativa de regular o uso desta substância.

A maioria dos governos baseia-se nas opiniões de especialistas na área, mas muito poucos procuram ouvir os principais interessados nestas potenciais mudanças legislativas: os consumidores. O Global Drug Survey, mais uma vez, está interessado na perspectiva dos consumidores sobre este assunto e nas opiniões que estes têm. Os consumidores são actores válidos, que deveriam ser sempre escutados em decisões que lhes dizem respeito.

Assim, este ano o GDS ira questionar os consumidores de cannabis dos 23 países que se associaram ao GDS acerca de como gostariam de ver a cannabis regulada no seu país. Com a colaboração de especialistas como o professor Alex Stevens, da Universidade de Kent, Beau Kilmer, do Instituto Rand, e Steve Rolles, da Transform, o GDS deste ano irá conduzir a maior consulta a utilizadores de cannabis do mundo.

Assim, na segunda parte do GDS2107 os consumidores podem dizer-nos o que deve ser vendido e por quem, se devem ou não existir restrições na percentagem de THC dos produtos, na idade permitida para a compra, na publicidade e preço dos produtos. Queremos saber se os consumidores preferem lojas físicas ou mercados online; se o auto-cultivo deveria ou não ser permitido, etc.

Queremos ainda conhecer as perspectivas dos consumidores que já vivem em países ou estados onde o uso da cannabis já é regulamentado. Queremos saber qual é a diferença efectiva que esta mudança teve na vida das pessoas em termos de estigma, das possibilidades de tratamento e nos padrões de uso. Se és consumidor/a de cannabis e queres colaborar nesta investigação, responde de forma anónima e confidencial no teu computador, tablet ou smartphone aqui.

Adaptação e tradução de Helena Valente, doutoranda FPCEUP