#SomosTodosRémi

Comediante Rémi Gaillard fechou-se num albergue de cães e gatos para apelar à adopção de animais e pedir donativos. Ao fim de alguns dias, conseguiu 200 mil euros e 150 adopções

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Quem conhece o francês Rémi Gaillard? E quem esteve atento à sua página de Facebook nas últimas semanas?

Rémi decidiu fechar-se numa box até que fossem angariados 50 mil euros ou adoptados todos os animais do SPA, o albergue onde Rémi passou alguns dias. Rémi é “especialista” em apanhados, que divulga no seu canal no Youtube – mas desta vez foi ele que saiu apanhado de surpresa com tamanha generosidade.

Foram mais de 200 mil euros angariados e 150 animais adoptados. E uma grande onda de solidariedade que se gerou para com o gesto, que alguns apelidam de “exemplo”.

Nem todos podemos fazer como o Rémi, que ficou fechado durante alguns dias, num albergue de cães e gatos, apelando desta forma à adopção e aos donativos. Para quem acompanhou a sua página de Facebook foi emocionante ver o valor dos donativos a crescer e os pequenos vídeos de famílias que foram buscar um amigo de quatro patas.

Temos, ao nosso alcance, tantas outras coisas que podemos fazer, pelos animais. O voluntariado num canil ou num albergue, por exemplo. Todos os dias é preciso alimentar, lavar e, se possível, levar os patudos ao passeio. E distribuir mimos (eles adoram!). As associações de animais também precisam de apoio para campanhas de recolha de alimentos, que ocorrem por norma em hipermercados. Podem – e devem – denunciar casos em que haja suspeitas de maus tratos aos animais ou situações de abandono (contactem a PSP ou GNR da vossa área de residência). Há ainda a possibilidade de se tornarem FAT (família de acolhimento temporário), dando apoio a animais que aguardam pela adopção.

Há muitas formas de ajudar. Nem todas implicam estar num canil – bem sei que às vezes dói, sobretudo quando vamos embora e sabemos que aqueles animais ainda não têm a família pela qual aguardam. E que, por muito que nos apeteça, a verdade é que as adopções têm que ser responsáveis e não posso trazer comigo todos os patudos que me encantam pela UPPA – União para a Protecção dos Animais, onde sou voluntária.

O voluntariado tem esta magia de nos fazer sentir bem, por aquilo que recebemos e de saber sempre a pouco. E é isso que tem que ser o motor, para voltarmos ao albergue, semana após semana, para lhes dar conforto, passeio e receber muitas lambidelas e “limpezas de pele”, em troca.