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Cinco milhões de dólares estão à espera de quem resolva as crises globais

Um empresário sueco está a oferecer cinco milhões de dólares pela melhor ideia para criar um novo sistema capaz de resolver os grandes problemas que o mundo enfrenta.

László Szombatfalvy
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László Szombatfalvy Global Challenges Foundation
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Nuno Ferreira Santos

Numa altura em que o mundo entra num mar de incertezas e enfrenta problemas potencialmente catastróficos, incluindo as alterações climáticas, a necessidade de encontrar soluções através de pensamentos no curto-prazo aumenta, dizem vários analistas de risco.

Para o conseguir, um especialista de risco e filantropo sueco está a oferecer cinco milhões de dólares (3,47 milhões de euros) à melhor ideia para criar um novo sistema decisor capaz de resolver as questões mais urgentes do mundo, desde a pobreza extrema ao crescimento do armamento nuclear ou os efeitos das alterações climáticas.

“Os riscos actuais são tão perigosos e tão globais na sua natureza que superaram a capacidade do sistema internacional para lidar com eles”, afirmou László Szombatfalvy, 89 anos, e que fugiu da Hungria para a Suécia em 1956 como refugiado, tendo, mais tarde, feito fortuna no mercado bolsista.

“Estamos a tentar resolver os problemas de hoje com as ferramentas de ontem”, diz Szombatfalvy que lançou a Fundação Desafios Globais em 2012. “Nós acreditamos que uma nova forma de colaboração é necessária para enfrentar os desafios mais críticos do nosso mundo globalizado”.

As candidaturas para o prémio, denominado New Shape Prize (Prémio Nova Forma), fecham no dia 24 de Maio de 2017, e a ideia vencedora vai ser escolhida por um painel de especialistas académicos e um júri internacional.

A Fundação de Szombatfalvy vai depois reunir esforços para colocar a ideia em prática.

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