Primeiro-ministro do Japão com “grande confiança” em Trump

Shinzo Abe foi o primeiro líder mundial a encontrar-se com o Presidente eleito dos EUA.

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Na reunião com Abe, Trump fez-se acompanhar pela filha Ivanka e pelo genro, Jared Kushner AFP/STR
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Donald Trump é alguém em quem se pode ter “confiança”. Foi esta a mensagem deixada pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, depois de um encontro de mais de hora e meia com o Presidente eleito dos Estados Unidos.

“Tenho a convicção de que Donald Trump é um dirigente de grande confiança”, declarou Abe, citado pela AFP, depois de uma reunião na Trump Tower, em Nova Iorque, em que o Presidente eleito dos EUA esteve acompanhado pela filha Ivanka e pelo genro, Jared Kushner.

“Não vou entrar em detalhes específicos sobre a conversa com o Presidente eleito Trump, mas acredito que sem confiança entre os dois países, a nossa aliança nunca funcionará no futuro”, disse Abe, que lidera um país que é um dos aliados mais próximos dos Estados Unidos.

Abe agradeceu a Trump ter sido recebido numa altura em que o Presidente eleito tem a agenda cheia, especialmente com os contactos para formar a sua equipa na Casa Branca. “Renovei a minha convicção de que eu e o senhor Trump conseguiremos estabelecer uma relação de confiança.”

Embora não tenham sido revelados os temas da conversa, o primeiro-ministro japonês qualificou a reunião como “calorosa e franca”. Um porta-voz de Abe disse mesmo ao Guardian que “foi um início extremamente bom”. Do outro lado, um porta-voz de Trump disse que não pode ser feita “nenhuma discussão aprofundada” enquanto o Presidente eleito não tomar posse.

Abe foi o primeiro líder mundial a encontrar-se com Trump e este encontro aconteceu depois de o milionário ter inquietado Tóquio com várias declarações, durante a campanha eleitoral, nomeadamente ao dizer que pensava retirar soldados americanos da península coreana e do Japão se não aumentasse a contribuição financeira dos dois países para o esforço militar.

Na campanha, Trump sugeriu igualmente que o Japão e a Coreia do Sul se dotassem de armas atómicas para enfrentar a ameaça da Coreia do Norte e criticou os tratados de comércio livre, como o Tratado Transpacífico, um acordo bem visto em Tóquio por ajudar a conter a força da China.