Quercus alerta para poluição do mar e refere 750 mil objectos a boiar na área nacional

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Ilha do Sal, Cabo Verde (Adriano Miranda)
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Mar (Carlos Lopes)
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Vista do Cabo Girão, Madeira (Carlos Lopes)
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Samos, Grécia (Miguel Manso)
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Mar Adriatico (Rui Farinha)
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Ilha de Santa Maria (Nélson Garrido)
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Praia do Norte, Nazare (Rui Soares)
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Vila Praia de Ancora (Adriano Miranda)
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Ilha do Príncipe (Daniel Rocha)
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Costa Vicentina (Pedro Cunha)
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Zambujeira do Mar (Pedro Cunha)
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Zambujeira do Mar (Pedro Cunha)
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Zambujeira do Mar (Pedro Cunha)
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Zambujeira do Mar (Paulo Pimenta)
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Portinho da Arrábida (Enric Vives-Rubio)
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Murtosa (Adriano Miranda)
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Ilha do Sal Cabo Verde (Adriano Miranda)
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Casablanca, Marrocos (Miguel Manso)
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Guincho, Cascais (Pedro Cunha)
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Matosinhos (Paulo Pimenta)
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Ilha do Rei Jorge, Antarctida ( Nuno Ferreira Santos)
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Ilha do Rei Jorge, Antarctida ( Nuno Ferreira Santos)
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Praia do Meco (Miguel Manso)
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Santa Cruz ( Nuno Ferreira Santos)
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Leça da Palmeira (Adriano Miranda)
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Praia de São João da Caparica (Enric Vives-Rubio)
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Praia de São João da Caparica (Carlos Lopes)
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Nazaré (Adriano Miranda)
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Foz do Porto (Paulo Pimenta)
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Ilha Terceira (Daniel Rocha)
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Ilha da Madeira (Daniel Rocha)

A Quercus insistiu nesta quarta-feira no alerta para os perigos da poluição dos oceanos, principalmente os plásticos, e realça que foram detectados mais de 750 mil objectos a boiar na zona económica exclusiva portuguesa.

A assinalar o Dia Nacional do Mar, que se comemora nesta quarta-feira, a associação de defesa do ambiente refere "a quantidade exorbitante de plástico existente nos mares, prejudiciais para todas as espécies animais", incluindo a espécie humana, e aponta algumas das suas consequências.

A poluição marinha assume várias formas, de descargas de esgotos ilegais ao óleos dos navios ou grandes quantidades de resíduos sólidos que não são degradáveis, mas aquela que tem vindo a aumentar mais e a preocupar os ambientalistas relaciona-se com a presença de plásticos como garrafas, sacos ou tampas.

Os plásticos "causam enormes impactes negativos" pois são ingeridos pelos peixes e aves, que os confundem com alimento, provocando a sua asfixia e a contaminação dos ecossistemas marinhos.

Esta forma de poluição acaba por chegar aos humanos, ao consumirem peixe que tem pequenos elementos de plástico no estômago.

Perante o "grave cenário", a Quercus vem mais uma vez apelar a toda a sociedade que se mobilize em torno desta questão e "exige que sejam tomadas atitudes mais firmes pelas entidades responsáveis".

A Quercus refere o trabalho de investigadores da Universidade de Aveiro para perceber quais as dimensões do fenómeno através da quantificação dos resíduos em águas nacionais e que estima que estejam presentes mais de 750 mil objectos a boiar na Zona Económica Exclusiva Portuguesa (ZEEP), a que se junta o lixo depositado no fundo do mar.

"Estes valores representam uma densidade média de 2,98 detritos marinhos flutuantes, em cada quilómetro quadrado, equivalentes àqueles registados no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antártica", realça a associação.

O Norte da ZEEP registou maior abundância de lixo em Portugal, situação que, segundo a Quercus, "pode estar interligada com o elevado número de embarcações de pesca e transporte, a trabalhar nessa zona".

"Contudo, e para além destes números assustadores, é preciso recordar que os detritos flutuantes são apenas uma parte de todo o lixo existente nos mares", recordam os ambientalistas, acrescentando a referência a estimativas a apontar que diariamente oito milhões de toneladas de lixo terão como destino final o oceano.

A actividade humana é a responsável pela situação e 80% da poluição marinha tem origem terrestre.

Actualmente, cerca de 90% dos pássaros revela a presença de plásticos no organismo e estima-se que, até 2050, 99% das aves marinhas serão afectadas por este problema, e que morram cerca de 1,5 milhões de animais vertebrados – aves, peixes, mamíferos e répteis – devido à ingestão de plástico. 

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