Matosinhos inaugura terceiro pólo dedicado ao design na cidade

A ESAD IDEA, que abre na sexta-feira, é mais uma peça para a candidatura à Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

Foto
O Mercado de Matosinhos, com a sua incubadora de design, é outra das peças da estratégia municipal FERNANDO VELUDO/NFACTOS

Os antigos edifícios da Caixa Geral de Depósitos e da Casa de Crédito e Previdência, na rua Brito Capelo, em Matosinhos, reabrem esta sexta-feira para uma nova vida. A ESAD IDEA, que nasce de uma parceria entre a autarquia e a Escola Superior de Artes e Design (ESAD), será a terceira peça de uma estratégia - que inclui a Incubadora do Mercado e a Casa do Design -que culminará com a candidatura de Matosinhos, em 2017, à Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área do design.

As obras do projecto de reconversão do espaço, da responsabilidade da arquitecta Maria Milano, custaram cerca de 750 mil euros, comparticipados por fundos comunitários. Somando o que foi gasto com a Incubadora de Design do Mercado de Matosinhos e com a Casa do Design, que abriu este ano durante o mandato da Matosinhos – Capital da Cultura do Eixo Atlântico, que encerrou no mês passado, o investimento chega aos 1,5 milhões de euros.

De acordo com a informação disponibilizada pela ESAD, o novo projecto será “um espaço multi-funcional que irá acolher um centro de investigação, uma cafetaria, galeria, concept store e uma residência de artistas”, com a finalidade de tornar Matosinhos, onde o estabelecimento de ensino funciona, “na cidade do design”. O novo espaço, cedido em regime de comodato pela autarquia por um período de 20 anos, após protocolo assinado pelas duas entidades em 2015, segundo a ESAD, terá uma programação articulada com os outros equipamentos já existentes na cidade.

A programação arranca já esta sexta-feira às 18h00, com a inauguração do edifício renovado e da exposição Playtime: Design Industrial para a Vida Moderna, com curadoria de Maria João Baltazar e José Bártolo. No primeiro dia da exposição que, de acordo com a ESAD, reúne mais de 150 objectos emblemáticos do design industrial da segunda metade do século XX, estarão presentes o primeiro-ministro António Costa e o presidente da câmara Guilherme Pinto.

Este equipamento, que ocupa os edifícios pré-existentes, datados de 1937, da autoria do arquitecto Manuel Fernandes de Sá, transformados agora num único edifício pela arquitecta Maria Milano, também docente da ESAD, é, para o responsável pela autarquia, “mais um passo” na afirmação de Matosinhos “como cidade criativa”. Algo que pretende ver reconhecido formalmente com a candidatura de Matosinhos à Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área do design, que, de resto, já foi anunciada, no final de Outubro, na apresentação do orçamento e do plano de actividades para 2017.

Guilherme Pinto sublinha que é objectivo da câmara, “numa cidade onde já existe um estabelecimento de ensino superior, um museu, uma incubadora de empresas e agora este novo espaço, (projectos todos eles na área do design)”, tornar Matosinhos numa referência a nível nacional nesta disciplina, “afirmando-a como a cidade do design”, afirma. Na sequência da visibilidade cultural que o município teve durante o período de actividades da Capital da Cultura do Eixo Atlântico, o autarca vinca que “a aposta na cultura é para continuar”.

A escolha da rua Brito Capelo como sede para este novo projecto prende-se, sobretudo, como refere, com “a política de renovação do património edificado que tem sido levado a cabo pela autarquia”  e com “a vontade de dar vida” a uma artéria que considera estar “deprimida”.