Seis empresas finalistas ao prémio PME Inovação da Cotec

Prémio será entregue a 22 de Novembro. Há empresas provenientes do sector tecnológico mas também dos chamados sectores tradicionais

Artur Santos Silva preside ao júri do Prémio PME Inovação
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Artur Santos Silva preside ao júri do Prémio PME Inovação Rui Gaudencio

Há seis empresas finalistas ao Premio PME Inovação, uma iniciativa da COTEC, patrocinada pelo BPI e apoiada pelo PÚBLICO, que terá no próximo dia 22 de Novembro a sua 12º edição.

Este prémio distingue anualmente uma Pequena ou Média Empresa (PME) que se tenha destacado no panorama nacional pela sua atitude e actividade inovadoras, sendo que na edição de 2016 as seis empresas finalista são representativas de vários sectores de actividade: calçado, têxtil, informática, mobiliário, nos ditos sectores tradicionais, mas também de áreas mais criativas e tecnológicas como são o sector da comunicação visual ou os sistemas de informação.

Para além das características inovadoras, há um outro denominador comum entre as seis empresas finalistas: a sua vocação exportadora. As finalistas são a ERT Têxtil Portugal, uma empresa de São João da Madeira especializada no fabrico de têxteis técnicos sobretudo para o sector automóvel; a ICC – Industria de Comércio de Calçado, que se especializou no calçado profissional e exporta 81% da sua produção; a i2S – Informática, Sistemas e Serviços, que se dedica à prestação de serviços de suporte para a actividade seguradora e tem clientes em Angola, Moçambique, Espanha, França, Polónia e Cabo Cerde;  a Movecho, uma empresa luso-suíça implementada em Nelas e que faz design e engenharia de produto; a IT Sector – Sistema de Informação que se dedica à produção de software e aposta em áreas como a realidade aumentada; e a Bi-Silque, uma empresa familiar que aproveitou a proximidade física ao ecossistema do sector da cortiça para apostar em produtos de comunicação visual.

Aberto às PME nacionais, o prémio obedece a alguns critérios de pré-selecção: o número de funcionários deve ser igual ou superior a dez, o volume de negócios igual ou superior a 200 mil euros e ter actividade há, pelo menos, três anos.

As candidaturas são realizadas mediante o preenchimento de um questionário online  - o Innovation Scoring – que tenta aferir o grau de inovação que é aplicada em cada processo e/ou produto da empresa.  Depois de apurados os finalistas (as empresas com melhores qualificações nesses questionários) os prémios são decididos por um júri integrado por vários empresários (António Rio Amorim, do Grupo Amorim; António Portela, da Bial; Carlos Moreira da Silva, da BA Vidro: Emílio Rui Vilar, da REN: e Manuela Tavares de Sousa, da Imperial, entre outros) e presidido pelo presidente do conselho de administração do BPI, Artur Santos Silva.