Donald Trump é o novo Presidente dos EUA

Numa corrida renhida até às últimas contagens, Donald Trump resistiu às polémicas e cumpriu o seu imprevisível caminho até à Casa Branca. O empresário tornou-se o sucessor de Obama.

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O candidato ultrapassou a favorita nas sondagens e venceu a corrida à Casa Branca AFP/Scott Eisen

Desafiando as previsões das sondagens, Donald Trump será o próximo Presidente dos Estados Unidos, sucedendo a Barack Obama.

O candidato do Partido Republicano conseguiu a maioria dos grandes eleitores que formam ao colégio eleitoral, ultrapassando a fasquia dos 270 necessários com as vitórias na Pensilvânia (48,9%) e Wisconsin (48,7%), tornando-se o 45.º Presidente dos Estados Unidos da América a partir do dia 20 de Janeiro.

Nos chamados swing states (estados oscilantes), Donald Trump foi superior a Hillary Clinton, vencendo a democrata no Ohio, na Florida, na Carolina do Norte e no Iowa.

A derradeira confirmação de que a noite estava encerrada chegou com Trump a dirigir-se aos seus apoiantes, comunicando que tinha recebido um telefonema de Hillary Clinton. “Deu-nos os parabéns. É sobre nós. Sobre a nossa vitória. E eu dei-lhe os parabéns e à sua família pela campanha muito renhida”, partilhou o candidato republicano.

Prosseguiu com os elogios e sublinhou a luta e trabalho de Hillary “ao longo de muitos anos”, acrescentando que o país tem “muitos anos de serviço”, e por isso sublinhou “com sinceridade” que os EUA lhe estão em dívida.

“Prometo a todos os cidadãos deste país que serei o Presidente de todos os norte-americanos”, garantiu, pedindo aos que não o apoiaram no passado – e foram muitos –, que o orientassem e ajudassem “para que possamos trabalhar em conjunto e unificar o nosso grande país”.

Num registo diferente do que caracterizou a campanha, Trump disse que esta vitória era resultado de “um movimento composto por norte-americanos de todas as raças, religiões, classes e crenças que querem e esperam que o nosso governo esteja ao serviço do povo” e, assevera “ao serviço do povo estará”.

Recuperando a sua experiência no mundo empresarial, o magnata repetiu a palavra potencial três vezes em menos de um minuto. “Passei toda a minha vida no mundo empresarial, observando o potencial por explorar em projectos e pessoas em todo o mundo. É o que quero fazer pelo nosso país agora. Grande potencial. Fiquei a conhecer tanto o nosso país. Vai ser especial. Grande potencial. Todos os americanos vão ter a oportunidade de concretizar o seu potencial.”

“Temos um grande plano económico”, afirmou, garantindo que os EUA irão ter “a economia mais forte do mundo”. Paralelamente, os EUA de Trump vão, diz, trabalhar com todos os países que estejam dispostos a trabalhar com o país e “estabelecer grandes relações”. “Esperamos estabelecer grandes, grandes relações. Nenhum sonho é demasiado grande. Nenhum desafio é demasiado desafiante. Nada que queiramos para o nosso futuro está para além do nosso alcance.”

Depois, Trump virou-se para os agradecimentos. Começou pelos pais, irmãs, irmão, mulher e filhos, por se terem mantido ao seu lado, mesmo sendo “complicado”. Agradeceu o  Governador Chris Christie entre elogios e chamou gente ao palco. O último agradecimento, viria já no final do discurso e sem grande entusiasmo, para o seu vice-presidente Mike Pence.