Uma visão mais institucional do cargo

Com Ferro, as peças de teatro e os concertos deram lugar aos debates e às conferências.

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O estilo de Ferro Rodrigues é diferente do de Assunção Cristas evr Enric Vives-Rubio

Além da actividade dos deputados e da maioria parlamentar, a Assembleia da República é também um reflexo do seu presidente. Eduardo Ferro Rodrigues é bem mais institucional que Assunção Esteves, que escancarou as portas da AR à cidade: ali se fez teatro, apresentações de livros, concertos, visitas temáticas.

Ferro Rodrigues promoveu as comemorações da Constituinte, da qual fez parte, e propôs a atribuição do título de deputados honorários a esse primeiro conjunto de eleitos que elaborou a Constituição. Também manteve as visitas guiadas ao Parlamento, incentivou a realização de conferências, fóruns e debates e está a apostar no reforço da transparência do Parlamento. Até foi criado um grupo de trabalho para o assunto, obrigado a apresentar resultados periodicamente.

Politicamente, teve um papel importante na tentativa de concertar um texto único de todas as bancadas condenando a aplicação de sanções a Portugal por incumprimento do défice. Apesar de BE, PCP e PEV não o terem permitido, houve um parágrafo em que todos se entenderam e onde a Assembleia da República dizia que a decisão de Bruxelas seria “infundada, injusta, incompreensível e contraproducente”. “Este é um consenso bastante verificável”, concluiu o presidente. M.L.

86: Audiências a diversas entidades nacionais e internacionais, incluindo António Guterres

98: Sessões plenárias a que presidiu desde a sua eleição a 23 de Outubro de 2015. As sete faltas foram todas justificadas em missão parlamentar.

130: Sportinguista ferrenho, declara-se dono de 130 acções do clube, adquiridas em 2011 


 


 

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