Nova presidente da CMVM pediu escusa para as decisões que envolvam o BPI

Decisão relativa à OPA sobre o banco é uma das primeiras matérias que poderá ser decidida sem a presença de Gabriela Figueiredo Dias.

A nova presidente da CMVM está escolhida, mas ainda não foi nomeada.
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A nova presidente da CMVM está escolhida, mas ainda não foi nomeada. DRO DANIEL ROCHA - PòBLICO

A nova presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Gabriela Figueiredo Dias, pediu escusa em todas as decisões que envolvam o BPI, pela existência de relação familiar directa com um membro dos órgãos sociais da instituição, avança este sábado o jornal online ECO.

Na origem da escusa está o facto de Jorge de Figueiredo Dias, vogal do BPI, ser o pai de Gabriela Dias. Embora ainda não tenha sido nomeada, já é oficial que vai suceder a Carlos Tavares na liderança do supervisor do mercado de capitais.

A decisão relativa à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelos espanhóis do Caixabank sobre o BPI, nomeadamente sobre a necessidade de nomear um auditor independente, pode ser uma das primeiras situações em que a Gabriela Dias não participará, avança o mesmo jornal.

Em causa está o facto de a contrapartida oferecida pelos espanhóis, que já controlam 47% do banco, se situar em 1,34 euros por acção, um valor abaixo da avaliação feita pela administração da instituição, que coloca o valor ligeiramente acima, em 1,38 euros. Numa avaliação anterior, o valor definido pela gestão era de 1,54 euros por acção, ou seja, mais dezasseis cêntimos.

O preço da OPA tem sido contestado por alguns accionistas minoritários, com destaque para a Holding Violas Ferreira, que detém 2,7%.

O próximo rosto da CMVM, foi uma escolha do actual executivo liderado por António Costa, e ocupava a vice-presidência do mesmo organismo desde Maio de 2015, altura em que substituiu Amadeu Ferreira.