Entrevista

PSD fará, desta vez, propostas para o Orçamento

Ao contrário do que aconteceu no último OE, o PSD vai agora apresentar propostas. Mas só em matérias "estruturantes", diz o líder.

Passos vai propor hoje ao PSD que o partido vá a jogo, na discussão do Orçamento de 2017. Mas não na "mercearia".

Este é um orçamento de esquerda? Se sim, como vai tentar recentrá-lo? Quais vão ser as propostas do PSD para a especialidade?
Este orçamento é um mau orçamento. Porque apesar de aparentemente cumprir os objectivos de redução do défice, não tem uma estratégia de crescimento para o país. O país não está a crescer e não vai crescer mais, de acordo com as estimativas do próprio Governo, porque a estratégia está errada. Eu não sei se este Orçamento é de esquerda ou é de outra coisa qualquer, agora é um mau Orçamento, porque não basta reduzir o défice para ter um bom Orçamento. O PSD vai, muito proximamente, definir a sua posição relativamente não só às grandes questões do Orçamento, mas iremos fazer uma declaração pública sobre isso, sobre o voto que nos merecerá este orçamento. Mas iremos também definir, com clareza, que espaço é que pode existir para apresentarmos propostas dentro deste orçamento. Não excluí essa possibilidade.

Não exclui que haja?
Não excluo essa possibilidade, embora muito coerentemente exclua que o PSD entre naquilo a que se chama a mercearia orçamental. Portanto, não vamos andar a fazer propostas avulsas, sobe aqui, desce ali.

Serão propostas em coisas estruturantes?
Será em matérias de natureza estrutural. É isto, pelo menos, que tenciono propor ao PSD, de resto no dia em que presumo a primeira parte desta entrevista for publicada [sexta-feira].

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