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Juiz aceita Lula como arguido por negócios em Angola

A acusação do Ministério Público contra Lula da Silva por negócios em Angola foi aceite e o antigo presidente brasileiro é constituído arguido pela terceira vez.

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AFP/MIGUEL SCHINCARIOL

Pela terceira vez Lula da Silva foi constituído arguido por um alegado esquema de corrupção em Angola que envolve a empresa Odebrecht.

Agora, em resposta a uma acusação do Ministério Público Federal que denunciava práticas criminosas ocorridas entre 2008 e 2015, o juiz federal Vallisney Souza Oliveira decidiu que há matéria para investigar judicialmente o ex-Presidente brasileiro por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência, no âmbito dos crimes cometidos na petrolífera estatal Petrobras.

Na passada segunda-feira o Ministério Público tinha revelado, em comunicado, que estas “práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a actuação de Lula [da Silva] junto do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), e de outros órgãos sediados em Brasília, com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola”.

Além do antigo governante foram acusadas outras dez pessoas, incluindo o empresário Marcelo Odebrecht e Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho de Lula da Silva. São suspeitos de terem obtido cerca de 9,3 milhões de dólares em subornos para ajudarem a Odebrecth a obter empréstimos do BNDES com juros de baixo valor para projectos em Angola.

O juiz justifica a decisão de formalizar a investigação por se tratar de uma “denúncia plenamente apta, não se incorrendo em qualquer vício ou hipótese que leve à rejeição, até por descrever de modo claro e objectivo os factos imputados aos denunciados, individualmente considerados, em organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção”.

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