Penafiel põe Alice Vieira na rua

A nona edição do festival Escritaria é dedicada à autora de literatura infanto-juvenil.

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A conferência Alice Vieira: Vida e Obra realiza-se na tarde de sábado, às 15h30, no Museu Municipal de Penafiel Enric Vives-Rubio

O festival literário Escritaria homenageia uma autora que há muito conquista jovens para a leitura. Desta quinta-feira a domingo, será difícil não tropeçar na obra de Alice Vieira pelas ruas da cidade de Penafiel. Escritores e amigos, como José Tolentino de Mendonça, Mário Zambujal, Mário Cláudio, Helena Sacadura Cabral ou Luís Osório, foram chamados a falar sobre a também jornalista (“sobretudo e sempre”, como gosta de sublinhar). Juntos vão preencher a conferência Alice Vieira: Vida e Obra, na tarde de sábado, às 15h30, no Museu Municipal de Penafiel.

“Ser homenageada é bom. Mas eu não tenho muito feitio para estas coisas”, diz Alice ao PÚBLICO, mostrando-se feliz pelo reconhecimento do seu trabalho: “E eu trabalho que me farto.” Agrada-lhe também o facto de o encontro Escritaria não ser “em Lisboa, Porto ou Coimbra, de que se diz que é onde tudo se passa, o que não é verdade”. Divertida, descreve: “Não consigo andar em Penafiel sem tropeçar em mim. Espero aguentar-me.”

A nona edição do Escritaria começa com teatro de rua, numa apresentação da versão de Alice para A Arca do Tesouro (às 10h), ao mesmo tempo que na Praça da Igreja da Misericórdia abre a Feira do Livro (que funcionará até às 23h), com uma actuação musical com cavaquinhos do Agrupamento de Escolas D. António Ferreira Gomes.

Entre várias sessões e homenagens em escolas, bibliotecas e outros espaços da cidade, destaque para o lançamento do seu mais recente livro, Um Diário de Um Adolescente na Lisboa de 1910 (Texto Editora), na sexta-feira, 7 de Outubro, às 21h30, no Museu Municipal, com apresentação da contadora de histórias Sílvia Alves.

Antonino de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Penafiel, justifica a escolha de Alice: “É uma escritora que teve a capacidade e a arte de aproximar várias gerações do prazer da leitura e da descoberta da nossa língua. É um reconhecimento natural por parte da Escritaria, cujo foco é homenagear grandes nomes da literatura contemporânea que tenham dado um forte contributo à língua portuguesa. É o caso de Alice Vieira.”

Nas edições anteriores, os escolhidos do festival foram: Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge e Mário Cláudio.