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CMVM pede ajuda a auditor para definir contrapartida a OPA à Cipan

Grupo fundado por Sebastião Alves vai mudar de mãos. Depois de venda da Atral, a Cipan muda de dono na bolsa.

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asm adriano miranda

Depois de ter sido confirmada a venda da farmacêutica Atral ao grupo peruano Medifarma, também a mudança de dono da outra perna do grupo fundado pelo Comendador Sebastião Alves começa a consolidar-se.

No dia 23 de Setembro, a empresa espanhola Lusosuan fez um anúncio preliminar de Oferta Pública de Aquisição (OPA) geral e obrigatória do capital social da Cipan. Depois de a Lusosuan ter terminado o dia com uma posição de 85,37% na Cipan, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pediu ajuda na fixação do valor da contrapartida para a OPA obrigatória ao restante capital.

Num comunicado prestado nesta terça-feira ao mercado, o regulador informa que solicitou à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas “a nomeação de auditor independente para fixação da contrapartida mínima a oferecer na OPA obrigatória sobre as acções representativas do capital social da Cipan”.

A deliberação, explica a CMVM, assenta na impossibilidade de determinar a contrapartida pelo facto de as acções da Cipan não estarem admitidas à negociação em mercado regulamentado, e o valor oferecido resultar de negociação particular, “circunstância que (…) faz presumir a natureza não equitativa da contrapartida fixada com base naquele valor”.

A venda da posição de 85,37% na Cipan à Lusosuan, controlada pela sociedade espanhola Suan Farma, foi feita a 14 cêntimos por acção, ou seja, significou um investimento de 2,9 milhões de euros, de acordo com as informações avançadas pelo Jornal de Negócios. A Lusosuan passou a deter 20.874.638 acções representativas de 85,37% do capital social da Cipan e correspondentes direitos de voto.

A oferta corresponde a 3.577.362 acções representativas de 14,63% do capital social da sociedade visada e correspondentes direitos de voto. A contrapartida da oferta é de 14 cêntimos por acção, o mesmo preço pago pelo oferente pelas acções adquiridas nos termos do acordo de compra dos 85,37% da empresa.

Antes deste negócio com a Suan Farma, a Cipan foi alvo de um anúncio preliminar de OPA parcial e voluntária, de um máximo de dois milhões de acções ordinárias representativas de cerca de 8,18% do capital social, pela americana Chartwell Pharmaceuticals. Os 45 cêntimos oferecidos por título correspondem à última cotação da empresa antes do lançamento da oferta e pressupõem um prémio de 78,6% face ao valor médio ponderado do título nos últimos seis meses (de 25 cêntimos), refere o anúncio preliminar desta oferta.

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