PCP negoceia com Governo aumento de 10 euros para todas as pensões

Jerónimo de Sousa diz, em entrevista ao DN/TSF, que para o congresso de Dezembro está definida a ideia de "reforço do trabalho de direcção e não do reforço do secretário-geral".

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Líder comunista diz que "a questão de "um secretário-geral adjunto nunca esteve em cima da mesa" dro Daniel Rocha

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, diz este domingo em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF que o PCP está a negociar com o Governo o aumento de 10 euros para todas as pensões e reformas.

Segundo afirmou, o PCP propôs "um aumento geral extraordinário de dez euros para todas as reformas e pensões”, e que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva "está a considerar" a hipótese, havedo "uma consideração inacabada em relação à proposta do PCP".

O líder comunista recorda que este ano não houve "qualquer aumento significativo" destas prestações sociais, e defende que é preciso "valorizar pensões, reformas de 600, 800 euros". "É chegado o momento em que tem de haver alguma justiça", defendeu.

"Acho que os saldos actuais da Segurança Social permitem uma visão mais aberta sobre essa proposta”, garantiu Jerónimo de Sousa, sem responder sobre se esta visão é partilhada pelo Governo.

Na entrevista, Jerónimo de Sousa deixa claro que vai continuar à frente do partido e que "não existirá nenhum secretário-geral adjunto no PCP'', explicando que esta questão não será sequer abordada no congresso de Dezembro.

"É o comité central que faz a avaliação do trabalho da direcção e é o comité central, eleito em congresso, que elege o secretário-geral e respectivos organismos executivos. A questão não está posta no 20.° congresso", respondeu.

Mas admite que "o próprio projecto de teses ao congresso deixa subentendida a necessidade de um reforço da liderança" que, desmonta, aponta para "o reforço do trabalho de direcção e não o reforço do secretário-geral." A questão de "um secretário-geral adjunto nunca esteve em cima da mesa. É uma questão que não tem fundamento."