Um morto e militar da GNR ferido em troca de tiros no Porto Alto

Homem que morreu era perseguido pela GNR. Outro suspeito foi detido e um terceiro esteve barricado até às 12h desta sexta-feira num café. Militar da GNR ferido em Benavente está estável.

Um homem que era perseguido pela GNR morreu nesta sexta-feira, no Porto Alto, na sequência de uma troca de tiros com os militares, depois de um destes ter sido baleado num braço. Além deste homem, um outro foi capturado e o terceiro encontrava-se barricado. Ao meio-dia, este foi capturado. O militar da GNR está estável, disse à Lusa o oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Santarém, Pedro Reis.

Pedro Reis, oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Santarém da Guarda Nacional Republicana (GNR), disse à Lusa que a troca de tiros aconteceu na sequência de uma perseguição iniciada cerca das 10h na ponte Vasco da Gama, em Lisboa, quando três indivíduos que seguiam numa viatura desobedeceram a uma ordem de paragem.

A viatura acabou por se despistar no Porto Alto, no concelho de Benavente, no distrito de Santarém, tendo um dos homens saído do carro e disparado em direcção aos militares, ferindo um deles com três disparos – um num membro inferior e dois num membro superior, disse à comunicação social. Na resposta, o homem foi baleado, acabando por morrer no local, acrescentou.

De acordo com o oficial, que falava cerca das 14h00, a ordem de paragem, aleatória, decorreu num âmbito de uma acção de fiscalização rodoviária de rotina, havendo agora investigações para averiguar o que levou os homens a não pararem.

Os outros dois indivíduos puseram-se em fuga, tendo sido um deles capturado de seguida. O outro encontrava-se barricado num café situado junto a um hipermercado no Porto Alto. O tenente-coronel Manuel Afonso, da GNR de Santarém, confirmou que o homem foi capturado ao meio-dia. Chamados ao local, uma equipa de negociadores e o Grupo de Operações Especiais da GNR acabaram por entrar no café, cerca das 12h50, detendo o homem, depois de se assegurarem que não existiam outras pessoas no seu interior, adiantou.

No momento da detenção, o homem acabou por entregar-se voluntariamente e agora as autoridades vão proceder às investigações e o que motivou os suspeitos a não cumprirem a ordem de paragem, disse ainda Pedro Reis. Os dois detidos foram levados para um posto da GNR e a Polícia Judiciária está a realizar perícias no local.

Quanto ao militar ferido, este foi transportado para o Hospital de Santarém, estando o outro elemento da GNR que o acompanhava na patrulha a receber acompanhamento psicológico de uma equipa do Instituo Nacional de Emergência Médica (INEM). O militar ferido está estável, informou à Lusa Pedro Reis.

As autoridades estão a investigar se os três estariam armados - de momento há apenas a certeza em relação ao homem que fez os disparos contra os militares - e estão a identificá-los, adiantando apenas que têm idades entre os 20 e os 35 anos.

Só após essa diligência, as famílias, que se juntaram próximo do perímetro de segurança, serão informadas sobre qual dos três perdeu a vida, adiantou. Várias mulheres tentaram romper o perímetro de segurança, exigindo saber qual dos três homens, todos eles casados e com filhos, morreu.

Naquela zona do Porto Alto, onde o ambiente é de consternação, alguns populares referiram que o grupo teria participado num assalto, mas elementos da família asseguraram que os homens não pararam porque não possuíam carta de condução.

Notícia actualizada às 16h22