Novas buscas nos inquéritos ao colapso do BES

Sete processos relacionados com o universo Espírito Santo reúnem 11 arguidos até agora.

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PGR confirma buscas a três domicílios, a um escritório de advogados e a quatro empresas Miguel Nogueira

Nesta quarta-feira foi realizado mais um conjunto de buscas no âmbito dos inquéritos ao colapso do banco e do grupo Espírito Santo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu ao fim da tarde um comunicado onde refere que foram alvo de buscas três casas, um escritório de advogados e as instalações de quatro sociedades, localizadas em Lisboa, Porto e Torres Vedras.

A nota adianta ainda que os sete inquéritos relacionadas com o denominado “Universo Espírito Santo” reúnem até à data 11 arguidos, nove pessoas singulares e duas colectivas.

Estes processos investigam, segundo a PGR, crimes de burla qualificada, de falsificação de documento, de falsidade informática, de fraude fiscal, de infidelidade, de abuso de confiança, de branqueamento e de corrupção no sector privado.

As sete investigações, que correm no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), incluem num dos processos 220 queixas de lesados. “Estes inquéritos apensos respeitam a queixas apresentadas por pessoas que se consideram lesadas pela actividade desenvolvida pelo BES e pelo GES”, adianta a nota.  

Estes processos estão a cargo de sete procuradores do DCIAP, apoiados por uma equipa especial constituída por elementos da Polícia Judiciária, Polícia de Segurança Pública, Autoridade Tributária, Banco de Portugal, Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e Núcleo de Assessoria Técnica da PGR.

Está ainda constituída uma equipa de seis magistrados de outras jurisdições, que intervém apenas em questões específicas relacionadas, designadamente, com o arresto de bens/recuperação de activos, questões cíveis e de insolvência. 

O ex-presidente executivo do BES, Ricardo Salgado, e o seu antigo braço direito, Amílcar Morais Pires, são dois dos arguidos nestes processos, a par de Isabel Almeida, ex-directora financeira daquele banco, e de António Soares, ligado à administração do BES Vida. José Castella, ex-“controller” financeiro do Grupo Espírito Santo e dois antigos altos quadros do banco, Pedro Luís Costa e Cláudia Boal de Faria, são outros dos arguidos já confirmados pela Procuradoria-Geral da República.