Alunos manifestam-se no Porto contra horários da escola Soares dos Reis

Duas semanas depois do início do ano lectivo, comissão administrativa alterou os horários. Associação de estudantes diz que há sobreposição de aulas e novos professores em disciplinas que já tinham docentes.

Fotogaleria
Alunos manifestaram-se na manhã desta quarta-feira em frente à escola Nelson Garrido
Fotogaleria
Alunos manifestaram-se na manhã desta quarta-feira em frente à escola Nelson Garrido

Alunos do 10º, 11ª e 12º anos da Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, concentraram-se na manhã desta quarta-feira em frente às instalações daquele estabelecimento de ensino para protestarem contra falhas nos novos horários que a direcção elaborou. Os horários foram divulgados por email de manhã, apanhando os estudantes de surpresa.

Os estudantes apresentaram-se na escola para mais um dia de aulas e foram confrontados com o destacamento de professores diferentes dos que já tinham sido colocados em algumas disciplinas há duas semanas.

Desde o início do ano lectivo que os horários de alunos e de professores apresentam “erros graves” que afectam a distribuição de salas e que em alguns casos resultam na sobreposição de aulas, segundo Alexandra Coelho, representante da associação de estudantes da escola. “Os horários estão uma confusão”, afirmou a aluna ao PÚBLICO. Com o protesto desta quarta-feira, a associação de estudantes pretende denunciar as condições que marcaram o arranque do novo ano lectivo nesta escola.

Depois da demissão da antiga direcção e da entrada em funcionamento da comissão administrativa, em Novembro de 2015, esta situação era “inevitável” tendo em conta a postura demonstrada pela administração, acrescentou Alexandra Coelho.

Já o antigo director, Alberto Teixeira, diz que vários docentes tinham alertado para as decisões desta comissão que “iam levar inevitavelmente a que o arranque do ano fosse complicado". O professor de Matemática adiantou ainda que a nova comissão elaborou os horários e a distribuição de serviços sem consultar directores de curso e coordenadores de departamentos e sem ter em conta as especificidades e características da escola.

Esta situação, de acordo com Alberto Teixeira, levou a que o início do ano lectivo fosse caótico. “A semana passada foi um caos, mas todos toleraram, a pensar que seria uma situação temporária”, acrescentou.

Em Maio deste ano, a Associação de Pais da Escola Artística Soares dos Reis já se tinha manifestado contra a comissão administrativa provisória considerando que esta trouxe à escola um “clima de crispação” e imprimou uma “interferência na normalidade que deveria pautar o ano escolar”.