Frente Cívica quer fomentar participação dos cidadãos

Movimento que tem como um dos impulsionadores Paulo Morais tem o primeiro encontro no sábado.

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Surge para que os cidadãos não esgotem nas urnas a sua participação política. Um dos impulsionadores do movimento Frente Cívica, Paulo Morais, explica ao PÚBLICO que sente “há muito tempo falta de um instrumento de participação cívica em Portugal”. Se há vários exemplos a nível local, o antigo candidato às presidenciais diz não ser o caso quando se olha de uma perspectiva nacional.

Quanto aos problemas identificados, o movimento quer “denunciar os responsáveis” e depois “encontrar e construir uma solução”. Solução essa que pode não significar pontes com o poder político. “Dependendo do caso, os problemas resolvem-se com o parlamento, outros em oposição ao parlamento”.

O movimento que tem no sábado, em Coimbra, o primeiro encontro, nasce para “identificar problemas e propor soluções” com base na participação dos cidadãos, afirma Paulo Morais. Nesses problemas estão enquadrados assuntos “estruturais nacionais, crónicos e estratégicos” e Paulo Morais dá três exemplos (“mas podia dar 20”): parcerias público-privadas rodoviárias; o desemprego de longa duração e a não prevenção de fogos florestais.

O professor universitário e antigo vereador da Câmara do Porto pelo PSD refere que não é uma questão de colocar assuntos na agenda mediática, mas encontrar “uma solução global” para cada caso.

Apesar dos 100 mil votos que recolheu nas presidenciais deste ano, rejeita a possibilidade de o movimento evoluir para um partido. “Não está previsto de forma alguma”. A Frente Cívica é composta por “pessoas de vários partidos, independentes e pessoas que nem sequer gostam de política partidária”. É um movimento que “terá uma vida completamente à margem da vida partidária”, até porque, garante, “vem combater a partidocracia dominante”.

Para além de Paulo Morais, integram o Frente Cívica personalidades como António Ribeiro, do grupo UHF, o presidente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo, Mário Frota ou uma das fundadoras da Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes, Maria Teresa Serrenho.

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