Associação de proprietários critica novo imposto planeado pelo Governo

Medida mostra “ódio ideológico do arco da governação à propriedade imobiliária”, defende Associação Lisbonense dos Proprietários.

Associação Lisbonense de Proprietários contra novo imposto sobre os patrimónios mais elevados
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Associação Lisbonense de Proprietários contra novo imposto sobre os patrimónios mais elevados Diogo Baptista

“Ódio ideológico da esquerda sobre o património” e “ganância fiscal sem precedentes” são algumas das expressões usadas pela Associação Lisbonense de Proprietários na sua reacção à intenção do Governo de criar um novo imposto que incida sobre os proprietários de imóveis com um valor patrimonial global superior a, pelo menos, 500 mil euros.

Num comunicado publicado nesta quinta-feira, a associação critica aquilo que diz ser “a mais recente ofensiva da ganância fiscal do Governo e dos partidos de esquerda ao património imobiliário”. Em causa está o facto de o Governo preparar, de acordo com a edição desta quinta-feira do Negócios, a criação de um novo imposto, paralelo ao IMI, que consistirá na aplicação de uma taxa sobre o património dos proprietários que, no total, detenham imóveis com um valor superior a, pelo menos, 500 mil euros. O imposto será progressivo, o que significa que, quanto maior for o património, mais elevado será a taxa a aplicar.

A Associação Lisbonense de Proprietários (APL) diz que uma medida deste tipo – e que substitui o actual imposto sobre imóveis com valor superior a um milhão de euros – se traduz “numa cegueira e ódio ideológico do arco da governação à propriedade imobiliária”. “A ALP recusa que os proprietários imobiliários sejam o bode expiatório do ódio ideológico da esquerda sobre o património e vai bater-se, incansável, na defesa dos direitos dos proprietários portugueses”, diz o comunicado.

A associação aproveita ainda para assinalar que “há actualmente em Portugal 30,2 milhões de euros de património imobiliário detido pelos partidos políticos que está isento de IMI e IMT”, recomendando que o executivo “inicie a aplicação do anunciado novo imposto aos próprios partidos políticos”.