Sessenta anos de exposições do MoMA a partir de agora na Internet

Picasso é o artista mais representado, Audrey Hepburn contemplativa, a Bauhaus, Mies van der Rohe a ver a sua própria exposição e o filme Bambi entre muitas outras imagens.

Fotogaleria
Audrey Hepburn e Alfred H. Barr, Jr. na mostra Picasso: 75th Anniversary, em 1957 Barry Kramer
Fotogaleria
Capa do catálogo The Machine: As Seen at the End of the Mechanical Age DR
Fotogaleria
Bauhaus: 1919-1928, de 1938/39 Soichi Sunami
Fotogaleria
Mies van der Rohe e Phillip Johnsonna mostra Mies van der Rohe em 1947 William Leftwich
Fotogaleria
Bambi: The Making of an Animated Sound Picture The Museum of Modern Art Archives

Viajar no tempo e no espaço: o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova Iorque mostra a partir desta quinta-feira pela primeira vez ao grande público o seu arquivo de imagens e recursos das exposições que realiza desde a sua fundação e até ao final dos anos 1980. De Cézane a Salvador Dalí, de De Kooning a Warhol, incluindo Bambi ou a Bauhaus são não só fotografias de instalações ou mostras, mas também catálogos e listas que até agora quase só eram consultáveis por peritos e académicos e que o museu colocou online em moma.org/history, num arquivo que irá crescer.

São seis décadas dos 87 anos de história desde a inauguração, em 1929 e no dealbar da Grande Depressão, que começaram logo com Cézanne, Gauguin, Seurat, van Gogh, e que se foram construindo com momentos que, como contextualiza o New York Times, tiveram o seu quê de glamour – lá está Audrey Hepburn contemplativa, embora também cerimoniosa, por exemplo, numa exposição em 1957 junto a um Picasso. Pintor que é o campeão do MoMA: é o artista que mais presenças tem – 320 - nas exposições do museu entre 1929 e 1989, o período que, para já, abarca o arquivo.

Por falar em números, o repositório que o MoMA agora disponibiliza ao mundo inclui para já cerca de 33 mil fotografias de exposição de mais de 3500 mostras que incluem cerca de 22 mil artistas, além de 800 catálogos e mil listagens, além de comunicados para a imprensa. Foram dois anos e meio de trabalho a compilar os documentos e digitalizá-los, quantifica o museu sobre a equipa chefiada pelos departamentos de arquivo e de conteúdos digitais, e mais se seguirão a engrossar as fileiras dos recursos digitais deste arquivo à medida que sejam libertados pela equipa coordenadora e, também, que poderá incluir dados da programação actual do importante museu de arte moderna.   

Um recurso precioso de museografia e seu estudo, o arquivo é também uma janela para vários tempos e, claro, um registo da versatilidade expositiva do museu de referência – e também das suas várias encarnações, desde a primeira casa na Quinta Avenida em Manhattan para a actual residência, da autoria de Edward Durell Stone e Philip Johnson, na rua 53. A iniciativa, gratuita, visa “encorajar um conhecimento cada vez mais aprofundado da arte moderna e contemporânea e de nutrir a sabedoria”, lê-se na nota do MoMA sobre o projecto que diz ajudar a cumprir a sua missão-base. E também, nas palavras do director do MoMA, Glenn D. Lowry, “encorajar um interesse mais alargado neste importante capítulo da história da arte”.