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"Greedy Guns": actualização à ganância

"Greedy Guns", o próximo título do estúdio Tio Atum, fez sucesso no Kickstarter e deve ser lançado no final do ano

Já há algum tempo que não tinha oportunidade de falar com a equipa por detrás do estúdio Tio Atum, o trio composto por Miguel Rafael, Afonso e Miguel Cintra. O desenvolvimento  do "Greedy Guns", o próximo título — um jogo inspirado em grandes clássicos como "Metal Slug", "Castlevania" e "Gunar Heroes" —, foi a desculpa ideal. 

Encontro-me com Miguel Rafael no seu escritório itinerante: uns dias num jardim, noutros num café, no seguinte numa biblioteca. Não importa onde, Rafael está sempre em movimento. "É uma forma de quebrar algumas barreiras e monotonias", diz. Um orgulho é visível nos seus olhos quando fala do "Greedy Guns". "Está tudo a correr como esperado, tem sido uma viagem longa, de dois anos, mas satisfatória."

Claro que temos de falar sobre o sucesso, alcançado há pouco tempo no Kickstarter, o qual Rafael considera ter sido "uma loucura". "Nós tínhamos uma ideia do que se podia fazer, mas quase tudo foi diferente. Foi um mês de campanha intensa, como se fosse o nosso único emprego."

"Falámos com uma série de pessoas que já passaram pelo [mesmo] processo, umas com sucesso e outras sem. Tentámos absorver o máximo possível, desenhámos e redesenhámos toda a campanha, talvez quase mais de 10 vezes", desabafa Rafael.

Curiosamente, revela-me que quase todo o projecto foi financiado em Portugal, o que o surpreendeu. "Normalmente, o público norte-americano é mais forte neste tipo de campanhas mas, no nosso caso, tivemos mais apoio vindo de Portugal. Só mesmo para o fim é que se começou a ver algum peso do público internacional." A verdade, confessa, é que o "Greedy Guns" não foi mostrado muitas vezes em palcos internacionais.  "Por cá [em Portugal], estivemos em todas as edições do Microsoft Game Dev Camp, Lisboa Games Week e Comic Con."

O novo jogo tem lançamento previsto para PC no final de 2016. O trio tem recebido muitos pedidos para a PlayStation Vita. "Nas consolas domésticas, estamos a ponderar uma versão PlayStation 4; é provável que aconteça", revela, desabafando contudo que não tem sido fácil estabelecer "contactos decisivos com a Microsoft". 

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