Ana Catarina Mendes em Coimbra a pensar nas eleições

As atenções centram-se em Manuel Machado, autarca de Coimbra e também presidente da ANMP.

Ana Catarina Mendes acusou a direita de ter deixado o país na "bancarrota social"
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Ana Catarina Mendes vai a Coimbra conversar sobre autárqucas Nuno Ferreira Santos

A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, vai reunir-se esta sexta-feira com todos os 18 presidentes de câmara do distrito de Coimbra para fazer o ponto da situação relativamente às eleições autárquicas do próximo ano e Manuel Machado, o presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), é o alvo de todas as atenções. Os líderes das assembleias municipais e das comissões políticas concelhias estão também convidados para a reunião com Ana Catarina Mendes.

A reunião já esteve marcada para antes do Verão, mas acabou por não se realizar, tendo ficado agenda para esta sexta-feira à noite. Quase à mesma hora decorre uma homenagem a António Arnaut, organizada por um grupo de amigos, denominada "80 anos, 80 poemas, 80 amigos".

A Câmara de Coimbra é um dos dez municípios que o PS cataloga como "problemáticos" e que vai exigir uma atenção redobrada para manter nas mãos do partido. Os outros são Barcelos, Góis, Golegã, Matosinhos, Marinha Grande, Nelas, Torres Novas, Vila do Bispo e Vizela. Manuel Machado, que cumpre o seu primeiro mandato, não se deixa intimidar pelas notícias que colocam a câmara a que preside no rol das autarquias mais difíceis para o PS, em termos de eleições autárquicas, e evita responder se vai recandidatar-se em 2017. “Em tempo oportuno será anunciado. Na minha agenda mando eu”, afirma em declarações ao PÚBLICO, recorrendo a um adágio popular para justificar por que razão não tem pressa em dizer se é, de novo, candidato. “As cadelas apressadas, parem os filhos tortos”.

Apesar de não abrir o jogo, Machado elege o Jardim da Manga, no coração da cidade, como o local de excelência para anunciar a sua eventual recandidatura à Câmara de Coimbra. Salvaguardando que não quer criar tabus, o também presidente da ANMP responde de uma forma lapidar: “O trabalho está a decorrer. É um trabalho importante em termos de cumprimento de mandato. Sinto-me realizado a fazer o que faço, trabalhando para uma coisa que me dá prazer para que a minha comunidade conimbricense e para que a nossa comunidade de pátria possa viver melhor”.

Manuel Machado diz que não é preciso precipitar o calendário das candidaturas autárquicas e conclui: ”Os portugueses na minha terra precisam que se retome a esperança”.