Porto já tem seis mil lugares de estacionamento à superfície pago

Cidade vai ter mais 1200 lugares com parquímetros, ainda este ano

Câmara do Porto não consegue fiscalizar se é pago ou não o estacionamento em muitas das zonas com parquímetros
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Câmara do Porto não consegue fiscalizar se é pago ou não o estacionamento em muitas das zonas com parquímetros Adriano Miranda

O número de lugares de estacionamento pago à superfície na cidade do Porto já atingiu os seis mil – número previsto no concurso lançado para escolher o concessionário dos parquímetros. A informação foi prestada pela vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel, na reunião do executivo desta terça-feira, durante a discussão da proposta de isenção, até ao final do ano, das avenças de residentes que passarão a ser abrangidos pela expansão das zonas de estacionamento de duração limitada (ZLED).

Numa resposta ao vereador da CDU, Pedro Carvalho, que acusou a autarquia de ter criado um sistema em que “os cartões de residente se transformam numa cláusula de expansão [das ZLED]”, Cristina Pimentel afirmou que os novos 1200 lugares de estacionamento pago na via pública “têm a ver com a compensação” prevista para o concessionário pelos cartões de residente atribuídos (50% por zona). “A expansão até aos seis mil lugares já foi concluída”, disse ainda a vereadora.

A proposta seria aprovada com o voto contra da CDU e a abstenção da vereadora do PS Carla Miranda, com a maioria a reconhecer que há problemas por resolver nas ZLED, nomeadamente no que se refere à fiscalização das ruas adjacentes às ZLED.

Ricardo Almeida (PSD) alertou para “o aumento de estacionamento selvagem” e Cristina Pimentel anuiu. “Temos consciência que vai haver esse problema nas ruas adjacentes, mas temos algumas garantias de que esta fiscalização vai ser reforçada”, disse. Rui Moreira acrescentou que “a boa notícia” de a Polícia Municipal ter sido reforçada com mais de 40 agentes irá ajudar nessa matéria.

Durante a reunião do executivo foi ainda aprovada a cedência da posição da Gesfimo à Fund Box, na gestão do Invesurb, o fundo imobiliário responsável pelo processo do Bairro do Aleixo. A proposta voltou a não contar com a aprovação da CDU (contra) e da vereadora Carla Miranda (abstenção), com esta última a lamentar que a nova gestora tenha estado envolvida em alguns casos polémicos, tendo mesmo alguns dos seus gestores sido condenados num processo que envolveu outro fundo imobiliário na cidade. O director de Finanças, Pedro Santos, garantiu que a Fund Box foi escolhida depois de uma consulta ao mercado e que cumpria todos os requisitos exigidos.