Vilar de Mouros, o regresso ao sítio onde já se foi feliz

Edição de 2016 do histórico festival é um encontro de gerações.

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Na pacata aldeia minhota de Vilar de Mouros, em Caminha, dá-se as boas-vindas a um bom filho que à casa tornou. É o primeiro dia da edição de 2016 do mais antigo festival de música da Península Ibérica e, por aqui, vive-se a nostalgia de quem já foi muito feliz e que regressou para recordar como é bom acampar nas margens do rio Coura. Mas também é dia para estreias, para gente nova que vem perceber de que se fazem 50 anos (não 50 edições) de história.

O Cancioneiro de Caminha fez as honras e abriu o festival com uma actuação com mais de 50 músicos e artistas do concelho, para recordar a música tradicional e as origens de um certame que começou por ser dedicado ao folclore do Minho e da Galiza. 

Seguiram-se as actuações dos portugueses Manuel Fúria e os Náufragos, já no palco principal, e The Legendary Tigerman, e do britânico Peter Hook & The Light. Mas há ainda muito rock para se ouvir com Happy Mondays e com o mais ansiado da noite, Peter Murphy. António Zambujo embala os festivaleiros na recta final do primeiro dia.

Não há uma enchente em Vilar de Mouros. Mas há um evento que, apesar de ter morrido e renascido mais de um par de vezes, não perdeu a identidade. A velha guarda não perdeu a oportunidade de ver ou rever os clássicos. Os mais novos vieram pelos fenómenos mais recentes mas deparam-se com a descoberta da banda sonora das vidas dos pais ou dos avós. Vilar de Mouros também é isto: um encontro de gerações.

Vilar de Mouros voltou e dizem que veio para ficar. E é, pelo menos, aquilo que todos pedem. Texto de Cristiana Faria Moreira