Número de mortos em Itália sobe para 120, governo promete "devolver a esperança"

O sismo registou-se de madrugada, quando a maioria das pessoas estava nas suas casas. Milhares de habitantes da região centro ficaram desalojados e há pelo menos 150 desaparecidos.

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Vista aérea de Amatrice dá conta da dimensão do impacto do sismo Vigili del Fuoco/Handout via REUTERS
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Um sismo que as autoridades classificaram como "grave" sacudiu o centro de Itália na madrugada desta quarta-feira. Pelo menos 120 pessoas morreram, segundo uma estimativa oficial da protecção civil. O terramoto de magnitude 6,2 na escala de Richter fez-se sentir numa região montanhosa no centro do país.

"Estes são sismos graves, de grande magnitude, temos desabamentos [de edifícios] e certamente vítimas", disse o chefe da protecção civil italiana, Fabrizio Curcio, que numa conferência de imprensa na manhã desta quarta-feira não quis avançar números de mortos, por ser prematuro.

Mas em declarações à agência Reuters a porta-voz da protecção civil, Immacolata Postiglione, disse que a primeira estimativa apontava para 38 mortos, salientando que as equipas de socorro ainda não tinham chegado a todos os locais afectados. Mais tarde, a meio da tarde, a protecção civil e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, confirmaram que foram encontrados pelo menos 120 corpos.

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A maioria das vítimas eram habitantes de localidades e regiões como Amatrice, Accumoli, Pescara del Tronto e Arquata del Tronto, no centro de Itália.

O epicentro foi na província de Rieti, na região de Lácio. O terramoto ocorreu a dez quilómetros de profundidade. Além desta região também a Úmbria foi severamente afectada.

Stefano Petrucci, autarca de Accumoli, avançou à estação de televisão italiana RAI que na sua localidade havia uma família de quatro pessoas debaixo dos destroços da sua casa e que não havia indicações de que estivessem vivas.

Petrucci disse que, à medida que os trabalhos de socorro prosseguem, a situação torna-se "pior do que se previa, com edifícios a cair, pessoas presas debaixo do entulho e nenhum som de vida".

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, anunciou que vai visitar a região ainda esta quarta-feira e fez uma comunicação ao país através da televisão: "Ninguém vai ficar sozinho, nenhuma família, nenhuma comunidade, nenhum bairro. Temos de trabalhar para devolver a esperança a esta região, que foi tão fortemente abalada." 

A estas histórias somam-se outras: a RAI cita a polícia local, que diz que pelo menos duas pessoas morreram em Pescara del Tronto. Dois corpos foram retirados em Amatrice, onde metade da pequena cidade já não existe, avança o autarca local, Sergio Pirozzi, à RAI Rádio. "O objectivo agora é salvar o maior número de vidas. Ouvimos vozes sob os destroços e temos de salvar essas pessoas", disse o responsável. "As estradas que permitem entrar ou sair da cidade estão cortadas. Houve um deslizamento de terras e uma ponte está em risco de cair", adiantou ainda Sergio Pirozzi.

As réplicas deste sismo fizeram sentir-se em Roma, a 170 quilómetros de distância do epicentro, onde as pessoas acordaram com o abalo alguns prédios da capital italiana abanaram durante 20 segundos. 

O instituto sísmico italiano (INGV, na sigla italiana) registou 60 réplicas nas quatro horas seguintes ao sismo inicial, a mais forte de magnitude 5,5.

A Itália é um dos países europeus com actividade sísmica mais forte – em 2009, em Aquila, morreram 309 pessoas. O mais mortal do século XX registou-se em 1908, quando um terramoto seguido de maremoto nas regiões de Calábria e Sicília fez dezenas de milhares de mortos (o número mais repetido é de cerca de 80 mil mortos).

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