Costa: “É necessário fazer agora na floresta o que há dez anos fizemos na protecção civil”

Primeiro-ministro diz que esta é uma prioridade do Governo para ser executada “tão rapidamente quanto possível”.

O primeiro-ministro considera que o dispositivo “tem estado a responder às ocorrências”
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O primeiro-ministro considera que o dispositivo “tem estado a responder às ocorrências” Miguel Manso

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu nesta terça-feira que não se pode perder mais tempo no que toca à reforma da floresta e que esta é uma prioridade do Governo para ser executada “tão rapidamente quanto possível”. Lamentando que tal não tivesse ocorrido nos últimos dez anos, garantiu que esta “reforma absolutamente essencial” passará, por exemplo, pela elaboração de um cadastro e por encontrar formas de gestão que permitam valorizar a floresta do ponto de vista económico.

Costa lembrou que há dez anos foi feita uma grande reforma no sector da protecção civil, tornando o dispositivo mais robusto, e que agora é “essencial” fazer a reforma da floresta para evitar os incêndios. É preciso, disse, tornar o ordenamento florestal “mais resiliente”.

O primeiro-ministro considera que o dispositivo “tem estado a responder às ocorrências”, mas “obviamente, perante picos extraordinários”, há mais dificuldades. Salientou que é “importante” que todos tenhamos “consciência” de que “vamos ter nos próximos dias condições adversas”, com “ventos fortes em todo o território continental”, além de temperaturas elevadas. É necessário “um redobrado esforço de atenção” e “particulares cuidados com comportamentos de risco junto das florestas”, como fumar ou lançar foguetes. Costa insistiu que não é por haver vento e calor que há incêndios — para que tal aconteça é necessário um comportamento humano “que provoque a ignição”.

O comandante operacional nacional, José Manuel Moura, não escondeu que os próximos dias poderão continuar a ser complicados, com ventos fortes que atravessarão áreas “seriamente afectadas por incêndios florestais”. A “preocupação imediata” é esta: “não há tendência para que o risco de incêndio seja amenizado”. As “condições são adversas” e José Manuel Moura disse estarem “seriamente preocupados” com a existência de mais vento até ao final de dia 10 — a partir de 11, o vento deverá diminuir, mas aumentará a temperatura.