Portugal é o segundo país com a menor taxa de natalidade da UE

Apesar da recuperação, ainda estava em 2015 no grupo dos países onde menos crianças nasciam. Mas há outros com problemas. E, pela primeira vez, no ano passado, o número de mortes na UE superou o de nascimentos.

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A 1 de Janeiro deste ano a população da UE ascendia a 510,1 milhões de residentes, contra 508,3 milhões em Janeiro de 2015 AFP

Os indicadores mais recentes para Portugal até são animadores mas, apesar terem nascido mais crianças em 2015, o país continuava, no final do ano passado, a ser o segundo com a taxa bruta de natalidade mais baixa na União Europeia (UE), apenas 8,3 nascimentos por mil habitantes, logo a seguir à Itália (8) e antes da Grécia (8,5).  

A média da UE era então de 10 nascimentos por mil habitantes, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia.

No conjunto dos países, e ao contrário do que aconteceu em Portugal em 2015, nasceram no ano passado menos cerca de 40 mil crianças, de um total de 5,1 milhões de partos. Se, numa leitura apressada (Itália, Portugal, Grécia), “até parece que os católicos deixaram de engravidar”, como ironiza um dos especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, a verdade é que continua a ser a católica Irlanda a destacar-se como o país com a mais elevada taxa bruta de natalidade na UE (14,2 nascimentos por mil residentes), seguida de França (12). Só depois aparecem o Reino Unido (11,9) e a Suécia (11,7).

O problema da baixa natalidade não é, de facto, um exclusivo português e tem afectado, em maior ou menor grau, a maior parte dos países europeus. De tal forma que, pela primeira vez em 2105, o número de mortes na UE superou o de nascimentos, o que significa que o saldo natural foi negativo.

Portugal já se habituou a somar saldos naturais negativos (diferença entre óbitos e nascimentos) desde que, pela primeira vez em 2007, tal se verificou no país. E a população tem estado a envelhecer, também por força do regresso de muitos imigrantes aos seus países e do aumento da emigração, que leva casais jovens, em idade de reprodução, para o estrangeiro.

Ainda assim, em 1 de Janeiro deste ano, a população da UE ascendia a 510,1 milhões de residentes, contra 508,3 milhões em Janeiro de 2015. Um crescimento que apenas foi possível graças ao saldo migratório positivo, com a entrada de cerca de 1,9 milhões de imigrantes. Os Estados-membros com mais população continuam a ser a Alemanha (82,2 milhões de residentes), a França (66,7 milhões), o Reino Unido (65,3 milhões) e a Itália (60,7 milhões). Em conjunto, reúnem mais de metade da população da UE.

No ano passado, a população aumentou em 17 Estados-membros e diminuiu em 11. O maior crescimento demográfico registou-se no Luxemburgo, na Áustria, na Alemanha, em Malta, na Suécia, na Dinamarca e na Bélgica. Os que mais diminuíram foram a Lituânia, a Letónia, a Croácia, a Bulgária, a Grécia e a Roménia.

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