Aterraremos, mas só se o Neopop quiser

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Atenção! Neste festival dança-se — e dança-se mesmo que não se queira, mesmo que não se saiba como, mesmo que os nossos pés sejam pesados como chumbo, pés de matrecos. Enfiamos os dedos na tomada e dançamos, inventamos músculos, organizamos tendões, deixamo-los tomar conta de nós. Deixamo-nos. Vamos. Aqui sim, aqui vamos nós. "It's real". Estamos vivos: entre a neblina da lota, os guindastes dos estaleiros navais e a fortaleza. Estamos no Neopop, em Viana do Castelo. E o movimento ainda não foi inventado. Semeamos, conduzimos, gingamos — e nem pestanejamos. Insistimos e repetimos, repetimos e repetimos. E insistimos. Galgamos, cavalgamos, aceleramos e despistamo-nos — e nunca abrandamos. Dobamos e desfiamos. Estremecemos. Merecemos. Hora Maurel. "Pump Up The Jam". Somos formigas obreiras. Electrónicos — dedos enfiados na tomada. "Hablamos", caímos e levantamo-nos (ninguém viu), encavalitamo-nos (efeito Carl Cox), voamos. Aterraremos. Mas só se o Neopop quiser. L.O.C.

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