Cabaz de manuais escolares chega aos 258 euros no 7.º ano

No 1.º ciclo as famílias podem contar gastar em média 34,7 euros em manuais. No secundário, o custo sobe para 174,8 euros. As contas são da APEL que diz ainda em comunicado quais os manuais que mudam este ano.

Foto
Manuais não sofreram aumentos este ano

É no 7.º ano do ensino básico que o cabaz de manuais escolares é mais caro: 258,1 euros, nas contas da APEL — Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. São 12 manuais no total, mas alguns (Educação Física e Educação Visual) servem para três anos, ou seja, serão usados também no 8.º e no 9.º ano, e outros servem para dois anos (7.º e 8.º), caso de Educação Tecnológica.

As mesmas contas mostram que é no 1º ano do 1.º ciclo que o preço é mais baixo: três livros (Português, Matemática e Estudo do Meio) custam, em média, 25,5 euros. Mas com essa factura os pais não terão, à partida, de se preocupar: o Ministério da Educação garante a sua distribuição gratuita a partir do próximo ano lectivo.

Os pais e encarregados de educação interessados na gratuitidade prevista para o 1.º ano têm de assinar uma declaração que os obriga a devolver os livros no final do ano lectivo em bom estado, sob pena de terem de os pagar na íntegra. A APEL sublinha, contudo, o facto de a gratuitidade não incluir os cadernos de actividades.

Um comunicado da APEL, divulgado nesta quinta-feira, faz as contas “aos preços de referência dos cabazes dos manuais escolares, do 1.º ao 12.º ano, calculados com base nos preços de venda ao público (incluindo IVA)” . E quantifica o número de manuais incluídos em cada cabaz.

O custo médio de cabaz de manuais no 1.º ciclo (que vai do 1.º ao 4.º ano de escolaridade) é 34,7 euros. Mas uma família com um filho no 4.º ano do ensino básico, por exemplo, pode contar gastar perto de 45 euros nos quatro manuais exigidos (Português, Matemática, Estudo do Meio e Inglês).

No 6.º ano, com seis livros necessários, pode atingir-se os 111,9 euros. E no 3.º ciclo (7.º, 8.º e 9.º), o valor médio volta a subir: vai de 160,8 euros a 189,1 euros — sendo no 7.º ano mais elevado, como já se viu.

Por fim, no secundário, o custo médio do cabaz é, de acordo com a APEL, de 174,8 euros. Um exemplo: 11.º ano de um curso de Ciências e Tecnologias. Ao manual de Português, junta-se os de Inglês, Filosofia, Matemática A, Biologia e Geologia e Geometria Descritiva. Custo: 194,3 euros.

PÚBLICO -
Aumentar

Os manuais que mudam

A APEL e o Governo acordaram, há meses, que os manuais não sofreriam aumentos para o próximo ano lectivo. No ano seguinte (2017/2018) a variação do preço vai seguir a taxa de inflação – excluindo o efeito dos produtos alimentares não transformados e energéticos.

Na nota emitida nesta quinta-feira, a APEL explica que as contas que decidiu tornar públicas “são particularmente importantes porque dão uma perspectiva realista sobre o custo dos manuais escolares, contrariando percepções erradas ou mal informadas que, infelizmente, têm servido para alimentar um discurso demagógico e populista que pretende, em última análise, desvalorizar a importância do livro no dia-a-dia de alunos, professores e famílias”.

Por fim, a APEL nota que "os únicos" livros “que foram alterados e iniciam a vigência de seis anos definida na lei” são os seguintes: Português, Estudo do Meio e Matemática, do 1.º ano; Inglês, do 4.º; Português, História e Geografia de Portugal, Matemática, Ciências Naturais, Educação Musical e Educação Física, do 5.º; e Português, Matemática A, Matemática B, Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Física e Química A, do 11.º.

Os manuais que os alunos usarão a partir de Setembro já estão a chegar às 1200 livrarias que os vendem. A compra também pode ser feita online