António Ramalho confirmado na liderança do Novo Banco

Gestor deixa Infra-estruturas de Portugal para ocupar o lugar de Stock da Cunha, que sai no final o mês.

António Ramalho sai da Infraestruturas de Portugal para regressar ao sector financeiro.
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António Ramalho sai da Infraestruturas de Portugal para regressar ao sector financeiro.

O Banco de Portugal (BdP) confirmou nesta terça-feira a nomeação de António Manuel Palma Ramalho para o cargo de presidente do conselho de administração do Novo Banco, instituição que se encontra em processo de venda.

O nome do até agora presidente da Infra-estruturas de Portugal foi proposto pelo Fundo de Resolução, na qualidade de único accionista do Novo Banco.

António Ramalho sucede a Eduardo Stock da Cunha, que cessa funções a 31 de Julho, e assume funções a 1 de Agosto.

O BdP refere, em comunicado, que “António Ramalho tem, como é público e reconhecido, uma longa experiência de gestão no sector financeiro”. E acrescenta que os cargos mais recentes que ocupou estiveram associados “a uma forte componente financeira e de reestruturação”.

O supervisor sublinha que a saída de Stock da Cunha decorre do termo do acordo de cedência celebrado com o Lloyds Banking Group, tal como estava previsto.

O supervisor destaca que, até ao final do mês, o ainda presidente permanecerá em funções, de forma a permitir uma transição que assegure que são prosseguidos os objectivos traçados para o Novo Banco, bem como a execução do plano de reestruturação oportunamente discutido com as autoridades europeias.

A instituição liderada por Carlos Costa agradece a Stock da Cunha “a dedicação e excelência demonstradas no exercício das suas funções, que foram determinantes para a consolidação e o reforço do Novo Banco”.

António Ramalho chegou à presidência da Estradas de Portugal em meados de 2012 e liderou a fusão desta empresa pública com a Refer, dando origem à Infra-estruturas de Portugal, que agrega a gestão da rede nacional de rodovia e ferrovia. Um processo que, aliado às orientações do anterior Governo para reduzir os custos do sector empresarial do Estado, levou ao emagrecimento dos quadros de pessoal do grupo.

Já há alguns meses, desde que o actual executivo tomou posse, se falava sobre a saída de António Ramalho do lugar para o qual foi nomeado pelo primeiro Governo de Pedro Passos Coelho.