Um a um, os melhores e piores de Portugal

Avaliação individual dos jogadores portugueses no empate frente à Áustria. Notas de zero a dez.

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Christian Hartmann/Reuters

Rui Patrício (nota 6 em 10)

Numa noite em que o trabalho não abundou (dos três remates feitos pela Áustria, só um deles foi enquadrado com a baliza), o guarda-redes português cumpriu sempre que foi chamado à acção. Estava atento logo nos primeiros minutos, a resolver após um mau atraso de Pepe, e a abrir a segunda parte fez uma grande defesa ao remate de Ilsanker.
% passes certos 75 faltas cometidas 0 faltas sofridas 0

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Vieirinha (6)

Foi alvo de críticas depois do jogo com a Islândia, mas Fernando Santos voltou a dar-lhe a titularidade e retribuiu a confiança do seleccionador com uma exibição regular. O lance que marcou a sua exibição surgiu pouco antes do intervalo, quando perante a pressão de Harnik fez um corte providencial, em cima da linha, a evitar o golo austríaco no livre directo de Alaba. Numa das incursões à área adversária, aos 13’, proporcionou uma boa defesa a Almer.
% passes certos 70 faltas cometidas 1 faltas sofridas 0

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Pepe (5)

Entrou claramente intranquilo na partida, com um mau atraso logo nos primeiros minutos e que quase comprometia a baliza de Rui Patrício. Viu o cartão amarelo ainda antes do intervalo, mas manteve a concentração e ainda foi importante nos últimos minutos, quando a Áustria começou a acreditar numa eventual surpresa.
% passes certos 90 faltas cometidas 2 faltas sofridas 0

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Ricardo Carvalho (6)

Melhor do que o seu companheiro do centro da defesa, o veterano internacional português multiplicou as boas intervenções numa primeira parte coroada pela total eficácia no passe: não falhou qualquer dos 36 passes que tentou. Tal como Pepe, não vacilou na etapa final do encontro, quando a Áustria pressionava.
% passes certos 98 faltas cometidas 2 faltas sofridas 1

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Raphael Guerreiro (6)

Exibição segura do jovem internacional português, atento quando teve de defender e sempre dinâmico no apoio ao ataque. Foi o autor de uma das melhores oportunidades da selecção na primeira parte, quando combinou com Nani e assistiu Cristiano Ronaldo.
% passes certos 80 faltas cometidas 1 faltas sofridas 1

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João Moutinho (5) 

A UEFA elegeu o médio do Mónaco como homem do jogo, mas torna-se difícil perceber os critérios dessa escolha. Moutinho passou durante muito tempo despercebido no meio-campo português, ofuscado perante a influência de William Carvalho e o dinamismo de André Gomes, e sem conseguir combinar com Quaresma. Substituído nos últimos quatro jogos da selecção, desta vez ficou em campo até ao fim.
% passes certos 87 faltas cometidas 3 faltas sofridas 3

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William Carvalho (7)

O médio do Sporting foi uma das novidades promovidas por Fernando Santos relativamente ao jogo com a Islândia, surgindo no lugar que tinha sido ocupado por Danilo. Desempenhou um papel importante de ligação entre a defesa e o ataque, funcionando como autêntico pivot. Foi quem mais teve a bola nos pés, entregando-a quase sempre em condições aos companheiros. Numa das suas incursões ao ataque, cabeceou para defesa de Almer (13’) após canto. Na fase mais avançada do jogo, quando a selecção fazia o forcing final e a Áustria apostava em surpreender, foi importante para garantir o equilíbrio da equipa com o seu posicionamento. Pela quarta vez nos 20 encontros da era Fernando Santos na selecção, o médio cumpriu todos os minutos.
% passes certos 84 faltas cometidas 3 faltas sofridas 0

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André Gomes (5)

Tentou sempre empurrar a equipa para a frente, beneficiando das combinações com Raphaël Guerreiro. Depois de ter feito a assistência para Nani no golo frente à Islândia, voltou a deixar o extremo do Fenerbahçe em posição privilegiada: aos 29’, fez o cruzamento para Nani cabecear ao ferro.
% passes certos 84 faltas cometidas 0 faltas sofridas 0

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Quaresma (5)

Começou no banco na estreia de Portugal no Euro 2016, mas foi aposta num “tridente” atacante com Nani e Cristiano Ronaldo. Quaresma começou com vontade de mostrar serviço mas foi perdendo influência à medida que era castigado com faltas pelos adversários e se deixava enredar em picardias. Conseguiu alguns bons cruzamentos, mas que não chegaram a dar golo, e tentou surpreender o guarda-redes com o remate. Foi a primeira unidade de que Fernando Santos abdicou, para lançar João Mário.
% passes certos 79 faltas cometidas 1 faltas sofridas 3

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Nani (5)

Depois de uma primeira parte em muito bom nível, com duas oportunidades flagrantes de golo — aos 12’ recuperou a bola, entrou na área e disparou para grande defesa de Almer, e aos 29’ correspondeu ao cruzamento de André Gomes com um cabeceamento ao poste — foi perdendo fulgor e deixou de ser influente. Na segunda parte foi uma sombra, mas Fernando Santos só abdicou dele aos 89’ para lançar Rafa na partida.
% passes certos 78 faltas cometidas 1 faltas sofridas 2

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Cristiano Ronaldo (6)

O capitão da equipa nacional voltou a viver uma noite não, marcada pelo desperdício de uma grande penalidade. Cristiano Ronaldo não se cansou de tentar visar a baliza austríaca (três remates enquadrados e um nos ferros), mas continua “em branco” no Euro 2016. A exibição fica marcada pelo penálti falhado aos 79’, quando enganou Almer mas acertou no poste. Era mais um capítulo de um duelo que os dois mantiveram durante a partida, com o guarda-redes austríaco a levar sempre a melhor.
% passes certos 84 faltas cometidas 1 faltas sofridas 2

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João Mário (5)

Foi a primeira opção de Fernando Santos para refrescar a equipa a partir do banco, numa tentativa de dar novo dinamismo ao lado direito do ataque face à queda de rendimento de Quaresma. Tentou um remate de fora da área, que foi interceptado, e deixou mais um par de detalhes.
% passes certos 75 faltas cometidas 0 faltas sofridas 0

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Éder (-)

O avançado entrou em jogo quando faltavam pouco mais de cinco minutos para o apito final, numa fase em que Portugal já atacava mais de forma emocional do que racional. Não teve tempo nem oportunidade para deixar marca no encontro.
% passes certos 67 faltas cometidas 0 faltas sofridas 0

Rafa (-)

Lançado no penúltimo minuto do tempo regulamentar, o avançado do Sp. Braga foi a derradeira opção de Fernando Santos para tentar evitar o empate. Teve tempo para fazer uma aceleração pelo lado esquerdo e pouco mais.
% passes certos 0 faltas cometidas 0 faltas sofridas 0