Um novo livro para chegar mais perto do Monet coleccionador

A autora de Le Musée Intime de Monet à Giverny é Sylvie Patin, reconhecida historiadora de arte que se especializou no estudo dos impressionistas.

Claude Monet no seu salão-atelier de Giverny em 1920
Fotogaleria
Claude Monet no seu salão-atelier de Giverny em 1920 DR
Fotogaleria
O salão-atelier na actualidade Fundação Claude Monet

Claude Monet instala-se em Giverny em 1883 e faz da casa e do jardim que escolheu nesta comuna francesa da Normandia o seu mundo.

Até morrer, em 1926, o pintor nunca deixará de ser também o homem, o pai e o jardineiro de Giverny, lembra a fundação com o seu nome, na apresentação que faz online desta propriedade que continua tal e qual como estava no tempo do artista. Dois dos espaços intocados deste universo são o salão-atelier e o quarto do autor de O Lago de Nenúfares e de Impressão, Nascer do Sol. Foi precisamente neles que se concentrou a historiadora de arte Sylvie Patin ara escrever Le Musée Intime de Monet à Giverny, um livro que faz o retrato do Monet coleccionador, que vive rodeado das suas pinturas e das obras dos amigos e outros artistas que admira.

Sylvie Patin, conservadora do Museu d’Orsay e reconhecida historiadora de arte que se especializou no estudo dos impressionistas, percorre as paredes do salão-atelier e do quarto para encontrar nelas pinturas de amigos como Pierre-Auguste Renoir, Gustave Caillebotte, Eugène Boudin, Paul Signac, Johan Jongkind, Paul Cézanne e Berthe Morisot, ou de Eugène Delacroix, este último um dos maiores artistas do romantismo francês, que Monet muito estimava em toda a sua atenção ao detalhe. É a partir da relação que Monet mantinha com este ciclo – e até com a obra de Delacroix – que Patin “reconstrói” o artista e o instala na intimidade da sua casa.

O livro desta conservadora do Museu d’Orsay, publicado pelas Edições Gourcuff Gradenigo, permite, escreve o jornal francês Le Figaro, iluminar traços do carácter de Monet e identificar aspectos que fazem dele uma “personalidade singular”. E ajuda certamente a imaginá-lo naquela casa – e sobretudo naquele jardim – a pintar obsessivamente e a receber os amigos.